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ACOMPANHANDO A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

 

 

O momento atual não deve ser desperdiçado com especulações sobre acontecimentos profetizados para esta época de transição, porque isto em nada iria nos ajudar. O que podemos fazer agora é nos preparar devidamente, “acendendo nossas luzes”, credenciando-nos, assim, a transitar junto com a Terra para o mundo de regeneração.

 

 

Capítulo 01 – Em tempos de transição

 

Os ambientes psíquicos da humanidade encontram-se saturados com energias perturbadoras, agressivas, de teor tenebroso, quando não, lascivas. Certamente para isso concorre a produção de filmes de terror e de “ação”, de jogos de video game violentos – nos quais matar é o certo, o que se busca e o que se premia –, povoados por zumbis, vampiros e assemelhados. Além disso, a mídia “respira” a cultura do sexo, da sensualidade, da lascívia, contagiando e influenciando.

Enquanto alguém está jogando tais games, assistindo a um filme de ação ou de terror, a noticiários sobre crimes e acidentes, ou mesmo conversando sobre esses assuntos, está gerando energia psíquica compatível. Essa energia, então, pela lei das afinidades, vai juntar-se aos aglomerados de igual teor existentes nos ambientes humanos, e as pessoas com propensão à violência são influenciadas por ela, tornando-se ainda mais violentas. Além disso, tais “curtições” saturam o inconsciente dessas pessoas com cenas agressivas e mesmo dantescas. Já se pode sentir o resultado de tudo isso no cotidiano, em situações nunca sonhadas, nas quais alguém pega uma arma e sai matando crianças e demais pessoas inocentes, ou praticando outras selvagerias.

 

Fragilização da fé

 

Em Mateus, cap. 24, vers. 12, Jesus disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. Sabemos que, esfriando o amor, a fé se fragiliza.

E por que a iniquidade faz esfriar o amor?

No Dicionário Aurélio, “iníquo” significa perverso, malévolo; extremamente injusto. Ora, é fácil observar que a iniquidade tem se multiplicado nas últimas décadas na Terra. Nunca se viram antes tantas demonstrações de perversidade, de pura maldade quanto as que vemos diariamente nos noticiários, e o próprio trato interpessoal tornou-se mais frio, mais agressivo, além de a vida humana ter perdido seu valor.

A humanidade criou e continua criando uma egrégora de tão baixa vibração que torna bem mais difícil o contato com as dimensões mais elevadas, e, sendo esse contato o alimento que nutre a fé, quando perde a qualidade, quando decresce, a fé esfria, fragiliza-se.

Como agir, então, numa situação como essa?

Ora, se o contato com o Alto está mais difícil, cabe-nos buscar meios e nos adequar a fim de podermos manter sempre abertas nossas conexões com mais altas frequências espirituais.

A finalidade deste opúsculo é alertar para essas questões, oferecendo, ao mesmo tempo, como singela colaboração, a sugestão de algumas práticas que ajudam a elevar a frequência vibratória e a impulsionar a evolução espiritual.

 OBSERVAÇÃO: Estes temas e muitos outros, tais como: Meia hora de silêncio no céu, Um nó no caminho da evolução espírita, Transição planetária e energias incompatíveis, Um novo olhar, etc., são abordados com mais profundidade e abrangência no livro Chegou a hora... E agora? (Editora Aliança).

 

A importância de se elevar a frequência vibratória

 

O conceituado escritor Torres Pastorino, no livro Técnica da Mediunidade, sob a luz da física, do magnetismo e da biologia, esclarece:

“Em física estudamos as ONDAS AMORTECIDAS, assim chamadas porque atingem rapidamente um valor máximo de amplitude, mas também rapidamente decrescem, não se firmando em determinado setor vibratório. (...) No cérebro, ondas amortecidas são as produzidas por cérebros não acostumados à elevação, mas que, em momentos de aflição, proferem preces fervorosas. A onda se eleva rapidamente, mas também decresce logo a seguir, pois não tem condição para manter-se constantemente em nível elevado, por não estarem a ele habituados. São pessoas que, geralmente, se queixam de que ‘suas preces não são atendidas’. De fato, produzem ‘ruído’, mas não conseguem sustentar-se em alto nível, não atingindo, pois, o objetivo buscado.”

Torres Pastorino explica ainda que as ondas longas caminham ao longo da superfície terrestre e têm pequeno alcance; as ondas médias caminham em parte ao longo da superfície, mas também se projetam para as camadas superiores da atmosfera; as ondas curtas rumam para a atmosfera superior e são captadas de ‘ricochete’ e as ondas ultracurtas, de muito maior alcance e força, ecoam nas camadas superiores da atmosfera.

Diz ainda Pastorino:

“As ondas longas, de pensamentos terrenos e baixos, circulam apenas pela superfície da Terra, atingindo somente os sofredores e involuídos, ou as próprias criaturas terrenas. Qualquer pensamento de tristeza, de ressentimento ou de crítica abaixa as vibrações, não deixando que nossas preces cheguem ao alvo desejado.”

Com esse entendimento, podemos compreender a necessidade de habituarmo-nos a vibrar em “ondas curtas, ou ultracurtas”, isto é, com pensamentos elevados, para que as nossas preces e emissões possam alcançar os espíritos que se encontram nas altas camadas.

Sabemos também que é o amor desinteressado, a oração e a fé que mais fortemente elevam nossa frequência vibratória, ao passo que raiva, ressentimentos, mágoa, tristeza, indiferença, egoísmo, vaidade e assemelhados fazem baixá-la.

O livro Técnica da Mediunidade não é mais editado há muito tempo, mas pode ser “baixado” da Internet, em

 http://www.espirito.org.br/portal/download/pdf/index.html.

 

Algumas reflexões  

 

No momento atual, quando já estamos dando os primeiros passos na ponte que levará a Terra à condição de mundo de regeneração, cabem algumas reflexões.

Para que serve o conhecimento? Por que uma pessoa estuda, por exemplo, engenharia civil? Não é para aplicar esse saber em sua vida profissional, na realização de construções, de reformas etc.?

O Espiritismo representa um universo de informações, de conhecimentos, que trazem consequências morais, conforme se diz na sua codificação, ou seja, trazem mudanças à nossa vivência.

Sendo assim, a doutrina espírita deveria ser estudada com a mesma finalidade, ou seja, a de aplicar esses conhecimentos para ajudar seus seguidores em suas transformações internas, priorizando essa vertente, entretanto realizar as mudanças interiores que ela propõe é muito difícil, requer verdadeira reforma, com a eliminação de diversos materiais das velhas construções do ego que tanto prazer nos dão, e isto não será alcançado com a profundidade necessária, sem um trabalho contínuo, persistente e prioritário.

Por certo é indiscutível a valia de se enriquecer o intelecto, mas que seja dada a mesma importância ao enriquecimento em valores espirituais, porque, nesta fase planetária que estamos começando a atravessar, a maior necessidade está em trazermos à nossa vivencia, ao nosso cotidiano, a prática dos valores que já aprendemos.

O movimento espírita representa algo maravilhoso, tanto pelos conhecimentos que proporciona, quanto pela abnegação e pelo espírito de renúncia e dedicação da maioria dos seus seareiros. Mas, para acompanhar devidamente esta transição para mundo de regeneração, está sendo necessário um grande empenho, uma mudança de foco que passe a priorizar a questão da vivência dos conteúdos espíritas; a desenvolver atividades que ajudem a alavancar a evolução espiritual, tanto dos trabalhadores das searas, quanto daqueles que buscam os centros à procura de qualquer tipo de ajuda.

Nos meios espíritas, fala-se muito em Jesus; invoca-se o seu nome para iniciar e encerrar atividades, mas falta um programa específico, efetivo, contínuo e prioritário para fomentar a vivência dos Seus ensinamentos.

Do universo de centros espíritas existentes, quantos estarão realizando atividades que visam desenvolver amorosidade nos seus trabalhadores e frequentadores?  Jesus afirmou que o MAIOR de todos os mandamentos é o amor. Por que então não dirigimos nossos melhores esforços nesse sentido?

Quantos grupos mediúnicos estarão realizando atividades destinadas a fomentar a vivência da amorosidade e do bom convívio entre seus membros? Certamente não são muitos. Tal vivência, todavia, representa uma poderosa proteção contra os inimigos da luz.

Pode-se, assim, compreender onde está o nó, o ponto crítico no caminho da evolução espírita. Mas essa evolução está sendo cada vez mais necessária e urgente se quisermos acompanhar a transição da Terra para mundo de regeneração. Para que tal aconteça, será necessário um grande empenho, principalmente por parte dos dirigentes espíritas. Será preciso fazer campanhas, desenvolver meios, sugerir e incentivar ações e práticas que possam efetivamente ajudar os espíritas em suas transformações interiores.

Felizmente Federação Espírita Brasileira (FEB) vem desenvolvendo ações a fim de orientar os centros a realizarem determinadas mudanças, tanto no atendimento aos que chegam, quanto aos estudos do Evangelho, num estímulo à maior vivência dos seus ensinamentos.

 

Ampliando o foco

 

É bom lembrar que todos somos corresponsáveis pelo que ocorre dentro dos nossos círculos de atividades espíritas, e essa responsabilidade se multiplica com relação àqueles que detêm cargo ou função diretiva.

Se você, prezado leitor, é dirigente de grupo ou de centro espírita, pode fazer a diferença. Se for um trabalhador da seara, pode repassar estas ideias aos dirigentes, mas peço que sejam feitas reflexões sobre o seguinte: qualquer atividade que busque efetivamente o crescimento espiritual de um grupo necessita de programas específicos e de forma continuada; precisa de ações práticas, tais como oficinas, reuniões interativas, campanhas e assemelhados.

Nossas imperfeições são resquícios da nossa natureza primitiva. São condicionamentos que desenvolvemos ao longo das encarnações e, para corrigi-las, teremos de passar por um recondicionamento. E isto só se consegue com ação, uma ação programada e permanente.

Palestras, estudos do Evangelho, entre outras, são importantes, mas precisam ser complementadas com outros tipos de atividades, porque sozinhas não surtem o efeito desejado, o das transformações interiores mais profundas, visto que, algumas horas mais tarde, a maioria dos ouvintes ou participantes já não se lembra mais dos conteúdos apresentados, permanecendo neles apenas as boas vibrações que assimilaram.

Oficinas e reuniões interativas sobre qualquer valor humano ou espiritual, quando bem elaboradas, levam os participantes a refletir sobre si mesmos, e esses conteúdos permanecem ativos em suas memórias por um tempo bem mais longo, para serem reativados na reunião seguinte, facilitando assim a sua internalização. E, quando a realização de atividades dessa natureza faz parte da programação do centro, como também a de campanhas evolutivas e outras ações, constrói-se na casa uma cultura de vivência dos valores propostos. Ali se passa então a respirar evolução espiritual, facilitando sobremodo a vivência de tais valores.

É fácil, pois, perceber as profundas implicações decorrentes dessa ampliação de foco nas atividades de um centro espírita, por facilitar transformações interiores mais profundas, tanto com relação aos trabalhadores da casa, quanto aos frequentadores.

Outro ponto importante é que as mudanças que estamos sugerindo têm também a característica de cativar. Os frequentadores passam a sentir-se mais visíveis, mais participantes, criando vínculos com o centro e com o próprio espiritismo, com maiores possibilidades de virem a se tornar trabalhadores da casa. Além disso, essa ampliação de foco, com atividades interativas, campanhas evolutivas, etc., iria tornar a frequência ao centro algo mais agradável, mais prazeroso, acabando com o velho problema da evasão.

Não pretendemos, de forma alguma, minimizar o valor das palestras, ou de estudos doutrinários e evangélicos, fundamentais para a aquisição desses conhecimentos, para o despertamento das pessoas quanto às coisas espirituais e para a manutenção e reativação dos valores da fé. Mas, para surtirem efeitos em profundidade nas tão necessárias transformações interiores, precisam dividir espaço com programas específicos.

Obs.: Na parte final deste opúsculo, como singela colaboração, oferecemos diversas sugestões de atividades e campanhas visando aos fins propostos.

 

 

Capítulo 02 – Alguns suportes para a evolução espiritual

 

Piedade, revolta, ou...

 

Nos últimos anos, as maiores causas geradoras de emoções encontram-se em duas vertentes: num lado, os sofrimentos; no outro, as agressões de toda natureza. Não falamos daquelas geradas pelo mundo da ficção, mas das que ocorrem no cotidiano, que tomam de assalto nossos espaços interiores pelas antenas e páginas da mídia e pelo que anda de boca em boca. E essa carga emocional tem suas proporções multiplicadas quando a notícia traz a tiracolo o som e a imagem: você vê a ocorrência, a expressão, o olhar, e ouve os sons, a voz, o timbre da voz, etc. Então, seu íntimo vibra na piedade pelo agredido, pelo acidentado, pelo faminto, pelo sem-teto, pelo injustiçado, pela criança abandonada... E, no momento seguinte, essa vibração transforma-se em revolta e indignação dirigidas ao autor ou autores da dor, ou seja, ao corrupto, ao perverso, ao injusto, ao agressor, ao que fomenta vícios, etc.

Pergunto: serão essas emoções benéficas ou maléficas?

Sabemos que toda emoção influi fortemente em nosso sistema hormonal, gerando saúde ou doença, bem-estar ou mal-estar, descarregando ou carregando corpo e alma de resíduos energéticos ou fluidos prejudiciais.

É inegável também que emoções de indignação e de revolta são fatores geradores de mudanças, por vezes extremamente necessárias, enquanto as de piedade são importantes para o desenvolvimento do amor, ainda tão escasso em nossas almas. Mas a piedade é irmã gêmea da revolta. Onde surge uma a outra se manifesta: dá-se a piedade pelo sofredor e a revolta pelo agressor, seja ele a própria vida, em seus múltiplos mecanismos.

Que fazer, então, para desenvolver o amor que nasce na piedade e evitar a revolta que gera prejuízos ao corpo e à alma? Como deve agir o espírita nesses casos, com toda a bagagem de conhecimentos que já adquiriu e à luz dos exemplos de bom senso e equilíbrio deixados por Kardec?

A sugestão apresentada a seguir é muito simples.

Diante da situação ou da notícia que gera piedade, se puder fazer algo para aliviar, atenuar ou ajudar, faça-o com serenidade, sem desperdiçar energias com vibrações de piedade, reservando-as todas para a ação benfeitora. Caso nada possa fazer pelo sofredor ou necessitado, junte toda a sua emoção e transforme-a em irradiação de paz, harmonia, soerguimento, bom ânimo e força interior para que o caído levante e caminhe com os próprios pés. E aproveite esse momento, essa força benéfica que foi gerada, dirigindo-a também para a humanidade e para o nosso planeta.

Quando a situação ou notícia gerar indignação ou revolta, se puder fazer algo para corrigi-la, faça. Não se omita. Mas, se nada puder fazer, arrebanhe toda a sua emoção, multiplique essa força e transforme-a em vibrações de paz, fraternidade, justiça, brandura e amor, direcionando-a para o agressor e para toda a humanidade.

Se todos que concordam com essa ideia começarem a agir dessa forma a partir de agora; se muitos centros espíritas adotarem a prática de vibrações de paz, de fraternidade, de justiça, de brandura e de amor, direcionando-a para todos os agressores e para todos os seres humanos no início ou encerramento das atividades, imagine quanta luminosidade estará sendo irradiada para a humanidade e para o nosso planeta.

Estamos em pleno Apocalipse, com a Terra envolta em sombras espirituais. Este é um momento de muita gravidade na história da humanidade, e a mente e o coração nos dizem que a primeira prioridade do espírita, ou daquele que sabe dessas coisas, é gerar luz, não apenas nos pequenos esforços habituais, mas numa autoprogramação de irradiação luminosa consciente, intensa e constante. Também é importante envolver outros companheiros nessa campanha, lembrando o quanto o Cristo recomendou acendermos nossas luzes.

Assim, você, amigo leitor, está sendo convidado a adotar essa sugestão de gerar vibrações luminosas para a humanidade, sempre que lembrar, e a repassar essa ideia para outras pessoas, espíritas ou não, de quaisquer religiões ou mesmo de nenhuma, sempre que tiver oportunidade.

 

Uma agenda evolutiva

 

Uma ação que ajuda efetivamente a alavancar o crescimento espiritual de pessoas e/ou de grupos, está na adoção da Agenda Mínima para Evoluir.

Essa agenda apresenta como um dos seus diferenciais a priorização da ação evolutiva a partir dos estados de espírito. Isto é muitíssimo mais fácil, mais simples e mais produtivo do que ficar vigiando cada pensamento, palavra, sentimento e ação, no intuito de corrigir-se.

Observe-se que corrigir pensamentos, palavras e atitudes é algo superficial, não muda estruturas, mas desenvolver estados de espírito é trabalhar os valores correspondentes, em sua profundidade. São ganhos reais na evolução.

Outro diferencial é que ela resume todo o processo de crescimento interior ou evolução espiritual, o que demandaria um número infinito de ações, em apenas cinco pontos: quatro representam estados de espírito e um é um atributo da mente.

Esses cinco pontos são apresentados a seguir.

Sendo o amor o maior dos valores da alma, o afeto é o primeiro ponto a ser considerado. Vivenciá-lo é caminhar para a amorosidade, no rumo do amor universal, a grande meta em nossa evolução espiritual.

Ação: desenvolver sempre um estado de espírito amoroso, o que pode parecer difícil no começo, mas, dando-se continuidade, esse valor vai sendo internalizado, passando a fazer parte da própria natureza.

 A alteridade representa o respeito que devemos ter para com todos, para com suas ideias, suas crenças, sua maneira de pensar, de ser e de agir. É também a construção da fraternidade apesar das divergências, tendo-se estas respeitadas e procurando-se aprender com as diferentes opiniões. Mas não significa deixar de discutir, debater, questionar. A discussão, o debate e o questionamento são saudáveis quando se respeita o outro, a sua maneira de ser e de pensar. A alteridade é, sem dúvida, o veículo que ajudará a conduzir a humanidade para a tão esperada nova era.

A pessoa alteritária não se acha a dona da verdade.

Para um bom convívio é imprescindível haver alteridade, porque ela favorece a pacificação, o bom entendimento (não fingido) entre grupos e pessoas, um relacionamento maduro, fraterno e respeitoso.

Muitas vezes, em nossa cultura não alteritária, olhamos para o outro com olhar que se detém em seu lado negativo, ou seja, naquilo que a nossa ótica possa condenar, achar errado e criticar. Assim, mesmo sem perceber, estamos nos erigindo como modelos e descartando ou minimizando aqueles cujos valores sejam diferentes dos nossos.

Atitudes assim pesam em nossa evolução, atrasando-a, e atuam como verdadeira indústria de energias negativas, ao passo que uma postura alteritária gera energias mais leves, benfazejas.

Ação: estar alerta para essa mudança de olhar, e, mesmo discordando, respeitar sempre o outro, suas ideias, sua maneira de ser, de pensar e de agir.

Humildade - É uma virtude muito decantada, mas geralmente fazemos dela uma ideia distorcida. Muitas pessoas acham que ser humilde é andar mal vestido, evitar locais elegantes ou suntuosos, falar com voz de pedinte, etc. Outros entendem que significa baixar a cabeça para os insultos, as ofensas, os desaforos que nos digam, fazendo de conta que são merecidos e por isso temos de recebê-los calados e humilhados.

Certamente temos em Jesus o grande modelo de humildade. Ele exortou: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

Porém o Mestre nunca baixou a cabeça em gesto de humildade nem ergueu-a mostrando orgulho, porque estava acima disso. Ele foi firme, forte e viril sempre que se tratou da Doutrina que veio ensinar; imprecou contra a hipocrisia, os vícios e o desamor com toda a força moral da sua grandeza; diante de Pilatos e de todos que O acusaram, manteve-se silencioso e absolutamente sereno, sem arrogância e sem os gestos e a expressão que normalmente atribuímos à humildade. Aquelas acusações e imprecações simplesmente não O alcançavam. Sem dúvida também não sentiu pena de si mesmo por estar ali suportando tudo aquilo, como também não se sentiu vaidoso por estar exercendo Sua grandeza espiritual. Estava apenas inabalavelmente sereno.

Os nossos gestos ou expressão de humildade muitas vezes mascaram a intenção de esmagarmos o outro com tal demonstração, quando não, a de mostrarmos ao mundo que somos virtuosamente humildes.

 Também a forma como reagimos nas mais variadas situações, quando, por exemplo, nos acusam injustamente e entendemos não valer a pena suscitar uma discussão para provar isto ou aquilo, ou quando alguém nos agride com desaforos e por alguma razão preferimos nos calar, a forma como calamos, como nos sentimos nesse momento, as nossas reações ou não reações interiores, podem nos ajudar a entender o que é humildade e se estamos realmente sendo humildes. Parece-nos também que ela não precisa ser necessariamente um ato que fira a nossa sensibilidade, ou nos esmague a dignidade.

A verdadeira humildade é construída sobre o alicerce do amor e da compreensão, que geram serenidade, aliada ao respeito para com o próximo, mesmo quando estiver errado.

Ação: assumir sempre uma postura de humildade, observando suas verdadeiras características.

Contentamento –  É importantíssimo desenvolver os valores que nos tornam pessoas melhores, presenças benéficas. E quanto a nós para com nós mesmos? O que fica faltando para alcançarmos a plenitude? Certamente ela está no coroamento dos valores da alma, ou seja, no contentamento, que é nossa vibração de vida.

Pense numa pessoa afetuosa, alteritária, que já tenha adquirido os valores da humildade, mas triste, desalentada, que vive arrastando sua cruz vida afora. É como um pássaro de uma só asa. Como levantar voo para novas conquistas espirituais, quando falta esta seiva de vida, o contentamento?

Os seres espirituais de elevada condição irradiam alegria. Sua presença infunde inusitado júbilo nas pessoas que possuem maior sensibilidade; é uma sensação maravilhosa de plenitude. Tudo se transforma em infinito contentamento, em puro júbilo que vibra em cada célula e em cada neurônio. É como se ficássemos “cheios de Deus”.

O contentamento, na verdade, é uma elevada aquisição que podemos ir conquistando passo a passo, aproveitando todos os momentos para senti-lo, desenvolvendo-o em nossa intimidade.

Ação: procurar manter sempre um estado de espírito contente, mesmo que acredite não ter rações para isso; aproveitar todos os momentos propícios para ampliar as vibrações de contentamento, de alegria sã, e guardá-las no mundo íntimo.

O equilíbrio é um valor que complementa todos os outros, dando-lhes um eixo. Não é estado de espírito, mas atributo da mente e um dos mais importantes valores do ser racional, já que possibilita maior número de acertos e evita muitas quedas. É irmão gêmeo da sabedoria.

Nos quatro pontos apresentados, que representam estados de espírito, o equilíbrio deve sempre estar presente: na afetividade, norteando nossos envolvimentos de forma a não transformá-los em algemas, ou em dependência de qualquer natureza; na alteridade, orientando nossas reflexões, discussões e decisões com serenidade, isenção de ânimo e maturidade, possibilitando gerar as mais acertadas conclusões; na humildade, dando suporte necessário para não cairmos nos extremos, sempre prejudiciais; no contentamento, evitando exageros e desnecessárias exibições.

Em todos os atos e passos do nosso existir, o equilíbrio é valor fundamental, por nos proporcionar um alicerce necessário ao correto entendimento de tudo. Representa a maturidade despontando em quem o possui.

Ocupando-nos, pois, em cuidar do nosso “clima interior”, desenvolvendo e mantendo os estados de espírito propostos nesta agenda, estaremos dando passos importantes em nossas transformações interiores, agilizando nossa evolução espiritual.

A Agenda Mínima para Evoluir é um opúsculo (livreto) que pode ser adquirido na Aliança Distribuidora e Editora de Livros Espíritas (SP), ou “baixado” da Internet, em: www.mundoespiritual.com.br ou ainda em: www.mediunsespiritas.org/downloads.diversos.htm.

 

Gerando memória

 

Há um grande entrave em nossos propósitos evolutivos, o esquecimento, porque geralmente só nos lembramos deles depois de os termos descumprido. Para mudar comportamentos, atitudes, ambiente mental, sentimentos e emoções, é imprescindível ter sempre esses propósitos no foco das nossas atenções, porque só conseguimos resultados quando nos lembramos dessas intenções. Sem esse “lembrar”, não há ação. As mudanças que desejarmos só vão acontecer de fato quando as tivermos internalizado, transformando-as em atitudes habituais.

Então, se o problema está no esquecimento, a solução está em criar lembretes, que são uma forma de gerar memória, de ter em mente, de lembrar-nos sempre de agir conforme o propósito feito a nós mesmos. Com o tempo, tais solicitações à memória se transformam em hábito.

A seguir, apresentamos algumas sugestões para se gerar memória.

01 – Adquira uma pulseira, dessas em que se grava algo e, se possível, grave nela a palavra que indica o valor que deseja desenvolver. Suponhamos que seja a humildade. Condicione-se, então, a desenvolver esse sentimento sempre que olhar para ela ou senti-la em seu braço.

Em vez da pulseira, você pode usar uma fita ou fazer uma trancinha de cordõezinhos para prender no pulso e, enquanto estiver trançando, fique mentalizando o seguinte: “sempre que eu olhar para esta pulseirinha ou senti-la no meu braço, vou me lembrar de desenvolver humildade”. No caso desse lembrete, o importante é que seja algo não usual, que chame sua atenção sempre que olhá-lo ou senti-lo.

02 – Escreva num pedaço de papel o valor que deseja desenvolver. Amasse-o e o coloque no bolso ou bolsa. Assim, sempre que botar a mão no bolso ou bolsa e sentir ou ver aquele objeto estranho, se lembrará de sua decisão e terá a oportunidade de assumir a postura indicada.

03 – Faça pequenos cartazes sobre o valor em pauta e os afixe no seu entorno, em casa, no ambiente de trabalho, onde puder.

04 – Programe lembretes no computador, no celular, etc.

Usando de criatividade, você consegue meios de sempre se lembrar de desenvolver os estados de espírito ou os valores que desejar.

 

 

Capítulo 03 – Como agir em tempos de transição

 

Orações e irradiações luminosas para a Terra

 

Em época de transição, além de cuidar da própria evolução espiritual, também temos que pensar na Terra como sendo a nossa embarcação cósmica a enfrentar tempestades.

Que fazer numa situação como essa?

Podemos orar, pedindo a Jesus e às forças superiores para ajudarem nosso planeta nessa transição, além de fazer vibrações para a humanidade, a fim de que o ser humano se torne melhor. No site www.mediunsespiritas.org disponibilizamos vários modelos de orações-vibrações pela Terra, que podem ser “baixados” tanto os textos, quanto as suas gravações em áudio, com fundo musical.

Mas podemos fazer muito mais, como engajar-nos no movimento Irradiações luminosas para a Terra, passando a fazê-las de forma sistemática, além de também nos tornarmos difusores dessa prática.

 

Como fazer as irradiações

Relaxe. Eleve o pensamento, conectando-se com Deus, com Jesus, com as Forças Cósmicas do Amor, ou como possa senti-las mais intensamente.

Desenvolva um sentimento de amor pelo seu corpo, começando pelos pés, as pernas, as coxas e demais partes, até chegar à cabeça e sentir-se todo “preenchido” de amor.

Sempre conectado com o Alto, recebendo o aporte dessa energia sublimada, comece a irradiá-la para além de si mesmo: para o seu ambiente, depois para a sua cidade, seu país, seu continente...

Aos poucos vá ampliando essa irradiação para os demais continentes, envolvendo nela todo o planeta.

Mantenha a conexão com o Alto durante todo o tempo da irradiação, porque é de lá que recebemos a maior parte das energias que transmitimos nesses momentos.

Memorize bem esse estado irradiante de amor e, mesmo mais tarde, quando lembrar, reative-o, irradiando, junto com o amor, outros valores, como paz, harmonia, otimismo, para o seu lar, seu local de trabalho, para onde entender ser necessário ou, ainda, para todo o planeta.

Nos dias indicados para irradiar paz, luz, fé e religiosidade, o procedimento inicial é o mesmo: “preencher-se” de amor; em seguida, conectar-se com as Forças Superiores que representam o valor em pauta, senti-lo, envolver-se nele e passar a irradiá-lo.

Com o tempo, todos esses processos podem se dar de forma bem mais rápida, tendo em vista que, devido à sua constante prática, vamos nos tornando um fulcro irradiante, recebendo e transmitindo vibrações e energias superiores mediante nossa própria vontade.

Pode-se também fazer irradiações para alguma pessoa ou situação que esteja precisando dessa ajuda.

 

PROGRAMAÇÃO semanal para as irradiações:

Às segundas e quintas-feiras, irradiar AMOR.

Às terças e sextas-feiras, irradiar PAZ.

Às quartas-feiras e aos sábados, irradiar LUZ.

Aos domingos, irradiar FÉ e RELIGIOSIDADE.

 

Quando participar?

Deve-se promover as irradiações sempre que se lembrar, principalmente nos momentos vazios, como nos engarrafamentos do trânsito, na academia, no chuveiro, nos intervalos comerciais da tevê, na hora de dormir, etc.

Estamos atravessando um momento muito grave na história da humanidade e todos estamos sendo chamados a colaborar.

Irradiar amor, paz, luz e religiosidade para a Terra, de forma sistemática e constante, é muito importante para o nosso planeta. Além disso, é uma prática muito benéfica para quem a faz porque relaxa, harmoniza, eleva a frequência vibratória e ajuda a evolução espiritual.

Esse é um “serviço à humanidade” que custa um mínimo de tempo e de esforço. Por isso lhe pedimos para “vestir a camisa”, aderindo a esse movimento com todo o empenho possível.

 

Quer participar mais plenamente?

Apresente esta sugestão aos dirigentes do centro ou grupo espírita, caso frequente algum; envie aos seus contatos, coloque nos blogs, compartilhe nas redes sociais, convide todos a participar.

Para quem aceitar essa participação, você pode ficar enviando lembretes, como, por exemplo:

"Hoje é dia de irradiar AMOR para a Terra. Faça-o antes que se esqueça."

Ou então:

"Hoje é dia de irradiar FÉ E RELIGIOSIDADE para a Terra. Faça-o antes que se esqueça."

 

Reflita sobre o quanto esse “serviço prestado” poderá se multiplicar em bênçãos para a Terra e para você.

 

Mudando nossa didática evolutiva

 

Se estamos transitando da condição de mundo de expiação para a de regeneração, é necessário mudar nossa didática evolutiva; adotar recursos mais produtivos e práticos que nos ajudem, de fato, a evoluir junto com nosso planeta. E essa evolução não se refere apenas ao ganho de virtudes, mas também à conquista do comando consciente de nós mesmos.

Em nosso psiquismo, temos poderes fabulosos em latência; então, se começarmos a procurar entendê-los, a conhecê-los (ao menos até os limites da nossa capacidade) e a utilizá-los em benefício da nossa evolução, os ganhos serão significativos. Certamente, não existem receitas prontas, por isso cabe a cada interessado mergulhar dentro de si mesmo, de modo investigativo, observando, analisando, procurando entender, criando e experimentando procedimentos, visando encontrar meios que poderão capacitá-lo a autocomandar-se.

Há vários recursos que são bastante conhecidos e que vamos abordar em seguida, como o relaxamento, as visualizações, as mentalizações, a meditação, que podem fornecer suporte para essas conquistas e ao mesmo tempo colaborar com o crescimento interior e a evolução espiritual de quem os pratica.

 

Relaxamento – Fique numa posição bem confortável, feche os olhos e procure relaxar.

Mentalize o ar em torno de si formando um campo de energia luminosa, cheio de vitalidade e da pura alegria da natureza.

Faça algumas respirações profundas, tendo em mente que, nesse tipo de exercício, é o abdômen que deve expandir-se e contrair-se com a inspiração e a expiração, e não o tórax.

Inspire pelo nariz, calma e profundamente; ao inspirar, visualize esse ar penetrando em seu corpo e espalhando-se por ele, num fluxo de força benéfica. Segure os pulmões cheios por alguns instantes, sem forçar, e solte o ar pela boca. Não pense. Use a mente apenas para enviar ondas de bem-estar para todo o seu ser.

Volte a atenção para os seus pés; movimente-os suavemente, soltando todos os seus músculos. Sinta as suas pernas, soltando-lhes os músculos, as coxas e assim por diante até afrouxar todos os seus músculos, incluindo os dos braços, mãos, pescoço e rosto.

Para um relaxamento rápido, feche os olhos e pense em algo que irradie uma impressão de tranquilidade e contentamento, assim como uma flor ou as serenas águas de um lago à hora do crepúsculo. Respire fundo algumas vezes, procurando relaxar. Não pense. Fique apenas olhando mentalmente para essa imagem, em estado de pura contemplação, sem deixar o pensamento fluir. Após alguns minutos, observe como seu corpo relaxou e seu ritmo interno harmonizou-se.

 

Visualização – Visualizar é como olhar mentalmente para algo ou para alguém, usando a imaginação com o propósito de ajudar ou prejudicar, construir novas possibilidades, mudar o curso de pensamentos e emoções, etc. Devemos observar, no entanto, que, se usamos nossos poderes interiores para fazer o mal, parte da energia negativa que enviamos a outrem, antes de sair de nós, ficará circulando em nosso sistema energético. E, quando a pessoa visada não está receptiva à energia maléfica que lhe enviamos, esta pode retornar a nós, trazendo prejuízos para o nosso viver. Além disso, estaremos gerando comprometimento cármico.

A visualização deve ser feita na suavidade do amor, na serenidade da paz e com o pensamento voltado para o Alto.

Apresentamos algumas sugestões de formas de realizar visualizações a seguir.

01 – Se souber de alguém que está doente, visualize essa pessoa saudável. Veja-a mentalmente bem disposta, ativa, satisfeita. Envolva-a numa vibração de saúde e de bem-estar.

02 – Ao saber que alguém está nervoso, irritado, agressivo, visualize-o calmo, tranquilo, sereno e em paz. Envolva-o em vibrações de paz e harmonia.

03 – Se estiver planejando alguma atividade, fique sempre visualizando a sua realização na forma como deseja.

Uma famosa atriz norte-americana disse que, desde o momento em que iniciava o projeto de um novo filme ou de um show, passava a visualizá-lo já acontecendo e com todo o sucesso possível. Ela acrescentou ter certeza de que esse era um dos fatores do grande sucesso que obtinha.

Mas podemos também fazer visualizações em benefício da nossa evolução espiritual, conforme exemplo seguinte.

Respire calma e profundamente algumas vezes, dando a si mesmo ordem para relaxar.

Imagine que está em meio à natureza, na hora do entardecer. Visualize-se flutuando em meio a flores. Escolha as mais belas que conhece, envolvendo-se nelas. Procure sentir o suave e perfumado toque de suas pétalas ao longo do seu corpo e deixe que sua energia penetre em seu organismo, espalhando-se por todo o seu ser. Olhe para elas e pense que, por seu intermédio, Deus está sorrindo para você.

Visualize os raios do sol poente envolvendo seu corpo num foco de suave luz e abra seus poros para receber a energia solar.

Ouça ao longe o canto de um sabiá ou de outro pássaro cujo gorjeio seja repousante.

Pense com amor e gratidão no Criador, que faz tantas coisas puras e belas.

Permaneça nesse lugar de paz, o seu refúgio psíquico, até sentir-se bem e perfeitamente integrado a esse ambiente.

Fixe em sua memória esse clima de harmonia, de força divina e de bem-estar, e guarde-o no seu mundo interno como um polo de energias benéficas e revitalizantes que você pode buscar sempre que precisar.

Você pode criar o seu refúgio psíquico da forma como achar melhor, desde que visualize um ambiente onde possa realmente relaxar e que lhe favoreça boa vibração. As flores são ótimas porque vibram em faixas de elevada sensibilidade, representando o amor, a ternura e a perpetuação da vida; o sol irradia continuamente energias vitais que podemos absorver, também através da visualização, e o canto de um pássaro na hora do entardecer é muito repousante.

Fazer constantemente exercícios de relaxamento com visualizações adequadas representa um poderoso instrumento para a revitalização do inconsciente com ideias e imagens edificantes, gerando memórias positivas.

 

Mentalização – Mentalizar equivale a criar algo mentalmente, ou a dar ordens mentais que devem ser dadas na força da confiança, lembrando-se que, se trazemos em nossa intimidade espiritual os atributos do nosso Criador, podemos utilizá-los, mas obedecendo sempre às leis maiores.

Espíritos informam que, em nossa intimidade espiritual, somos centelhas divinas em evolução. Outros dizem que nossa essência mais íntima é luz de Deus, e é natural que seja assim, porque, sendo seus filhos, certamente trazemos traços divinos em nosso DNA espiritual.

As mentalizações e as visualizações devem acontecer sempre na vibração do amor e na alta frequência do pensamento voltado para Deus.

 

EXERCÍCIO 01

Faça algumas respirações profundas para harmonizar os ritmos internos e relaxar.

Sinta seus pés e lhes dê uma ordem mental para relaxarem. Faça o mesmo com as pernas, as coxas, o tronco, as mãos, os braços e assim por diante até chegar à cabeça, sempre com o comando mental para relaxar.

Visualize qualquer parte ou órgão do seu corpo que esteja querendo beneficiar, como o coração. Procure senti-lo e o envolva num sentimento de amor e de gratidão. Em seguida, dê-lhe um comando mental de atividade plena e harmoniosa, lembrando sempre que esse comando deve ser tranquilo, afetuoso, envolvente, poderoso, sem vacilar.

 

EXERCÍCIO 02

Faça um relaxamento como explicado no exercício anterior.

Observe o próprio estado de espírito. Suponhamos que esteja irritado ou agressivo. Dê a si mesmo um comando de calma, de paz, lembrando que esse comando deve ser tranquilo, afetuoso, envolvente, poderoso, sem vacilar.

 

Com esses comandos mentais, conseguimos mudar nossos estados de espírito, porque estão subordinados à mente e à vontade. Mas é preciso lembrar que, em todos os procedimentos psíquicos e mentais, é importante a elevação da frequência vibratória e a vibração dos sentimentos no amor e na paz.

 

 

Capítulo 04 – Blindagem espiritual

 

Neste período crítico da transição planetária, importa cuidarmos com a máxima atenção da nossa proteção espiritual, porque os espíritos inimigos da luz estão multiplicando esforços para dominar a Terra e eles são muito inteligentes, muito ardilosos, e possuem conhecimentos bastante avançados.

Se colocamos grades, trancas e fechaduras em nossas casas, no intuito de nos livrar de ladrões e assaltantes encarnados, da mesma forma devemos ter cuidado com nossa “casa espiritual”, ou seja, nossos diversos corpos e o campo áurico que se forma em torno de nós. Podemos fazê-lo, criando em nós e ao nosso redor uma blindagem vibratória que evite a passagem de energias incompatíveis e que possa sustar ataques de desafetos espirituais e de inimigos da luz.

Essa blindagem é particularmente importante para os médiuns, em virtude da maior abertura psíquica que possuem para a dimensão espiritual; também é importante para todos aqueles cujas atividades possam contrariar as pretensões dos inimigos da luz.

É importante lembrar que ressonâncias do passado reencarnatório de muitos de nós também fragilizam essas defesas. Nesses casos o esforço para fortalecê-las deve ser redobrado.

Apresentamos em seguida algumas práticas e sugestões que ajudam a formar a blindagem de que falamos e, ao mesmo tempo, representam excelente suporte para quem se propõe construir e cimentar a própria evolução espiritual.

 

Presença de Deus

A mentalização a seguir, gravada em áudio, além de muitos outros arquivos (mais de 300), incluindo música instrumental relaxante, preces e mensagens de elevado teor espiritual, estão disponíveis para download em: www.mediunsespiritas.org/audio.htm

Respire fundo algumas vezes enviando junto com o ar uma onda relaxante para todo o seu ser.

Envolva todo o seu corpo num sentimento de amor e de carinho.

Deixe que uma sensação de paz vá tomando conta do seu íntimo.

Volte a atenção para o centro da sua cabeça e para o seu coração, para uma luz que brilha no centro da sua vida. É a sua essência mais íntima; é a presença de Deus em você.

Procure sentir a profunda harmonia, o amor e o poder que emanam dessa presença.

Tudo em você se transforma em amor, em harmonia, em alegria.

Diga mentalmente, sentindo a verdade profunda que há nestas palavras: “Eu sou luz. Em minha essência mais íntima, sou luz, sou poder, sou amor, sou alegria.”

Sinta, o mais intensamente que puder, essa presença divina em todo o seu ser.

 

Sempre que lembrar, reative essa conexão. Para isso, basta ligar-se mentalmente à sua luz interior, presença de Deus em você. Lembre-se de que o Mestre disse: “Sois deuses”.

A constatação continuada da presença de Deus em nossa intimidade favorece a elevação da nossa frequência vibratória e nos dá uma harmoniosa sensação de plenitude, num prazer puramente espiritual.

 

Desenvolver amorosidade

Sempre que estiver em presença ou nas proximidades de pessoas, observe aquelas que lhe parecem menos favorecidas, como as que enfrentam dificuldades naturais pela sua pobreza material, as fisicamente feias, as idosas, as que apresentam problemas físicos, as que parecem tristes e também as que lhe parecem más... Envolva-as numa vibração de carinho, de afeto, de soerguimento.

Quando conseguimos perceber as profundas implicações no uso da amorosidade em nosso cotidiano, tornando-a atitude predominante, podemos também observar como o nosso interior mudou, como se iluminou.

 

O bom olhar

Em Mateus 6, 22-23, Jesus ensinou: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso. Mas se os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas”.

Esse é um ensinamento primoroso, pois um corpo luminoso (luz espiritual) afasta os inimigos da luz.

Habitue-se a olhar para as pessoas do seu entorno com um olhar não de crítica ou censura, mas de afeto, desejando-lhes o melhor. Se observar que alguém está triste, envolva-o numa vibração de conforto e de alegria. Ao observar que alguém está nervoso, irritado, envolva-o numa vibração de calma, de paz. Para quem lhe pareça ser do mal, envolva numa vibração de luz e de amor.

Esse procedimento é um poderoso desenvolvedor de amorosidade.

 

A mais poderosa blindagem

Ao perceber energias ou presenças negativas infiltrando-se em seu campo magnético; ao sentir-se irritado, nervoso, com medo, ou perseguido por forças invisíveis; nas mais diversas situações aflitivas ou estressantes eleve, seu pensamento ao Alto e desenvolva um sentimento de amor por si mesmo, desde os pés até a cabeça, membro a membro, órgão a órgão.

Sinta amor pela sua roupa e por tudo que há no seu entorno, objeto por objeto. Sinta amor pelo chão sobre o qual se encontra, pelas pessoas ao seu redor, e vá ampliando esse espaço de vibrações amorosas, estendendo-o a seus familiares, a seu país, à humanidade inteira

Observe como tudo mudou. As presenças ou energias negativas desapareceram e seu estado de espírito tornou-se leve.

A seguir, desenvolva um estado interior de fé, de paz e de contentamento, procurando mantê-lo de forma constante.

 

A crítica

Damos um passo importante em nossa evolução espiritual quando começamos a ver os seres vivos como centelhas divinas, saturadas ou envolvidas em matéria, em processo de evolução. Se todos somos seres de luz, ou melhor, se nossa essência mais íntima é luz, uma luz adormecida, ela vai despertando à medida que nós mesmos amadurecemos por efeito do tempo, das lutas, dores e alegrias de cada dia e, também, pelos nossos próprios esforços. Daí, não há motivos para críticas, já que cada um respira no degrau que lhe é próprio e jornadeia pelos caminhos que escolhe, e são esses caminhos que proporcionam as experiências necessárias à evolução.

Quando sentir vontade de criticar ou julgar alguém, ao invés disso, desenvolva um sentimento de amorosidade por si mesmo, pelo seu entorno e finalmente por quem deseja criticar.

Ao mesmo tempo, eleve seu espírito em busca das Forças Superiores e peça que envolvam o objeto da sua crítica em vibrações de paz, de luz e de amor.

Atente para o quanto essa escolha lhe foi benéfica.

 

No trânsito

Quando estiver no trânsito, seja dirigindo um automóvel ou espremido num ônibus ou trem, ao invés de se aborrecer, desenvolva um sentimento de amorosidade por si mesmo, desde os pés até a cabeça.

Em seguida, direcione esse sentimento para as pessoas que se encontram nas proximidades.

Lembre-se de que nesses momentos você deve ser uma fonte a irradiar boas vibrações para todo o seu entorno, não importa que tipo de pessoas ali se encontrem.

Ao mesmo tempo, eleve o espírito em busca de Deus, de Jesus ou das Forças Cósmicas do Amor.

Observe o quanto esse procedimento lhe foi benéfico.

 

Reclamações

Quanto tiver vontade de reclamar de coisas que você não pode mudar, eleve seu pensamento ao Alto e desenvolva um sentimento de amorosidade por si mesmo, desde os pés até a cabeça.

Sinta amor pela sua roupa, seja ela de grife ou não.

Sinta amor por tudo que há no seu entorno.

Pense na humanidade, tão carente de afeto, e peça às Forças Cósmicas do Amor para envolverem a Terra e vibrarem amorosidade nos corações de todos os espíritos, encarnados e desencarnados.

Observe como seu estado de espírito mudou.

 

Quando estiver irritado

Quando estiver irritado ou com raiva, lembre-se da presença de Deus na intimidade do seu ser e repita mentalmente a palavra PAZ várias vezes, sentindo-a  se instalar no seu mundo íntimo.

 

Depressão

Quando estiver depressivo, ao invés de continuar mergulhado nesse pântano, comece a desenvolver um sentimento de amorosidade por si mesmo, pelos seus pés, por suas pernas, pelo corpo com todos os seus órgãos, os braços, o pescoço e a cabeça.

Em seguida, sinta amor pela sua roupa, seja ela rica ou pobre.

Sinta amor por tudo que há no seu entorno, seja o que for.

Ao mesmo tempo, eleve seu espírito em busca de Deus, de Jesus ou das Forças Cósmicas do Amor, agradecendo por tantas coisas boas que a vida lhe dá, assim como o ar para respirar, a água, o alimento, a moradia, a amizade, o afeto...

Pense em como seria se você não tivesse nenhuma dessas coisas, mas lembre-se de que você as tem.

Observe o quanto esse procedimento lhe fez bem.

 

Olhar do bom jardineiro

Quando estiver num local público, observe alguma pessoa, qualquer uma, e acolha-a no seio da sua afeição. Ao invés de olhá-la de maneira crítica, faça-o com o “olhar do bom jardineiro”, que enxerga as flores e os frutos que se ocultam na intimidade de cada ser. E, mesmo que seja uma pessoa de má catadura, com cara de malfeitor, ou alguém desagradável cuja presença lhe cause desgosto, lembre-se de que, na intimidade dessa pessoa, do espírito dela, também vibra a centelha divina do Criador. Pense num cacto sem graça e cheio de espinhos, lembrando-se de que em sua intimidade vibra a energia das flores que surgirão mais cedo ou mais tarde e diga mentalmente: “Que Deus te abençoe e que a Sua luz guie os teus passos vida a fora. Seja feliz.”

 

Energia do mar

Respire fundo algumas vezes, procurando relaxar.

Imagine que se encontra numa praia deserta.

Procure sentir a energia do mar, das ondas quebrando na areia e nos rochedos próximos.

Inspire essa energia, levando-a mentalmente para as fossas nasais, os ouvidos, os olhos e toda a cabeça, num movimento de limpeza das energias incompatíveis.

Inspire de novo, levando a energia do mar para o pescoço, para as omoplatas, os ombros, os braços e as mãos; para todo o seu corpo, para as pernas e os pés, fazendo a mesma mentalização de limpeza.

Repita esse procedimento até sentir-se limpo de energias negativas.

Sinta-se forte e bem-humorado.

 

No chuveiro

Mentalize a água como sendo o poder de Deus descendo sobre você, penetrando em sua cabeça e descendo pelo corpo, lavando todas as impurezas psíquicas, limpando todo o seu ser de qualquer negatividade.

Essa mentalização pode ser feita sempre, a qualquer momento e em qualquer lugar. Basta mentalizar o poder de Deus fluindo através de você.

 

Lidando com nosso pior inimigo

Nosso pior inimigo muitas vezes é nosso próprio pensamento, quando fica girando em torno de alguma ocorrência que nos magoou, nos irritou ou aborreceu, dissecando os porquês e o modo como deveríamos ter reagido. Pior ainda acontece quando a atenção se fixa em busca de algum meio para revidarmos ou nos vingarmos. Nessas situações a mente fica encarcerada numa prisão nefasta, gerando energia maléfica e envolvendo com ela o psiquismo. Que fazer então?

Diga mentalmente a palavra PAZ algumas vezes, procurando sentir esse valor a se espalhar por todo o seu corpo... Sinta paz nos seus sentimentos... Deixe-a instalar-se na sua mente, em todo o seu ser. E assim, pacificado, desenvolva um estado interior de amorosidade e de perdão pleno e incondicional.

Sempre que “aquilo” voltar à sua mente, repita o procedimento indicado.

Quando conseguimos nos pacificar, perdoar e manter nosso psiquismo vibrando com amor, todas as situações e ocorrências que poderiam nos magoar, irritar ou enraivecer, tornam-se mais brandas aos nossos olhos, e assim podemos superá-las com mais facilidade.

 

 

Capítulo 05 – Sugestões aos centros espíritas

 

01 – Modelos de reuniões

 

Parte das reuniões de estudos poderiam ser substituídas por outras de planejamento e de “trabalho de campo”.

Nas reuniões de planejamento, seriam discutidas e planejadas ações sobre questões como evasão nos centros espíritas: melhoria da recepção aos que chegam à casa; melhoria da qualidade das reuniões de palestras, tornando-as mais atraentes e mais produtivas; abertura de mais espaços na comunidade no entorno da casa, etc. Se o grupo realizar pesquisas junto aos frequentadores, certamente vai encontrar bastante material para um planejamento.

No “trabalho de campo”, o grupo se ocuparia com a aplicação do planejamento que tiver sido sugerido e aceito pela direção.

Esta sugestão tem também a finalidade de integrar os grupos de estudos às atividades da casa.

 

02 – Momento de reflexão

 

No encerramento das reuniões, deve-se solicitar aos presentes que fechem os olhos e que, durante dois minutos, façam uma reflexão sobre determinado tema, como os seguintes:

a) Que posso fazer para eliminar qualquer mágoa ou ressentimento que esteja sentindo?

b) Que posso fazer para tornar melhor o convívio no meu lar ou no meu ambiente de trabalho?

c) Será que estou sendo uma presença benéfica nos meus ambientes?

d) Que posso fazer para me tornar mais humilde?

No final da prece de encerramento, deve-se pedir a Deus ou a Jesus para envolver a Terra em vibrações de amor e de paz e para ajudar a todos os presentes a desenvolverem durante aquela semana o valor cuja reflexão tinha sido solicitada.

 

03 – Campanha quinzenal

 

A Campanha Quinzenal é uma oficina contínua de evolução espiritual, uma ferramenta preciosa nas ações de crescimento interior, tanto dos trabalhadores da casa, quanto dos freqüentadores.

A cada quinzena, pauta-se um tema para ser “trabalhado” no centro, tanto pelos trabalhadores da casa, quanto pelos freqüentadores.

Nesse período, direcionam-se palestras e estudos (sempre que possível) para o tema que estiver em pauta.

No início da quinzena, afixam-se cartazes relativos ao tema em todas as dependências do centro, principalmente no auditório. Oferecemos mais adiante várias sugestões para os temas e para os cartazes.

Reservam-se os últimos cinco ou dez minutos de todas as reuniões para um bate-papo com os presentes sobre suas tentativas de vivenciar o valor que estiver em pauta naquela quinzena. Isto gera valiosa interação entre todos, além de enriquecedoras trocas de experiências. Também auxilia a gerar memória, o que ajuda as pessoas a sustarem a palavra, o gesto, ou o sentimento que desejam eliminar das próprias atitudes, antes que aconteçam.

Deve-se incentivar sempre todos a se empenharem, o quanto lhes for possível, para vivenciar o valor em pauta, tendo-a sempre no foco das atenções. Suponhamos que o valor da quinzena seja o respeito. Deve-se, então, durante esse período, procurar analisar todas as implicações desse valor, seja do respeito para consigo mesmo, com o outro, com o meio ambiente, a humanidade, lembrando-se também que na próxima reunião haverá um espaço interativo para essas reflexões e para a narração de experiências obtidas.

Quando todos os temas já tiverem sido “trabalhados”, deve-se recomeçar a série, para que sempre a casa esteja envolvida com a vivência de um valor evolutivo.

Um instrumento valioso para fortalecer a Campanha Quinzenal está na criação das reuniões interativas, nas quais o grupo deve refletir sobre o valor que está na pauta da campanha, analisar todas as suas implicações e pensar em meios que ajudem a vivenciá-lo no cotidiano. Mas é preciso que o dirigente dos trabalhos tenha “pulso” e saiba conduzir de tal forma a não permitir que alguém fuja ao tema ou ocupe maior espaço de tempo do que o desejável, incentivando todos a participarem. Certamente deve haver um planejamento adequado para cada reunião.

Para a confecção dos cartazes, sugerimos que o centro solicite ajuda à Mocidade Espírita, caso haja esse grupo na casa, tendo em vista que os jovens gostam muito desse tipo de ação. É também uma forma de integrá-los mais às atividades da casa, sobretudo se forem considerados os próprios ganhos evolutivos que poderão ter ao se envolver com uma campanha como essa. Da mesma forma, os frequentadores da casa podem ser convidados a colaborar.

 

Observe-se que as sugestões apresentadas neste opúsculo têm a característica de tornar a frequência à casa espírita mais prazerosa, menos tediosa, porque uma das queixas dos frequentadores de muitos centros é justamente essa.

Por que alguém procura um centro espírita? A imensa maioria o faz por necessidade, nem que seja aquela de quando se acredita que a frequência ao centro favorece a proteção espiritual, o merecimento, etc. Quando o palestrante é bom, assistir à palestra se torna algo prazeroso, mas os bons palestrantes são poucos para muita demanda. Então, em muitos casos, os frequentadores ficam ali a contar os minutos que faltam para o passe ou a prece final, a ouvir algum companheiro de boa vontade mas de nenhuma habilidade para a oratória, explanando algum tema do Evangelho Segundo o Espiritismo ou de O Livro dos Espíritos.

Ressalte-se também a importância da Campanha Quinzenal num centro espírita, incentivando-se a vivência de determinado valor durante o período estabelecido. Mas é essencial dar contínuo incentivo aos trabalhadores da casa e aos frequentadores, inclusive com lembretes constantes para a vivência do valor que estiver em pauta. Uma estratégia para isso é, na abertura de cada reunião, perguntar aos presentes se têm se lembrado de vivenciar o referido valor. Pode-se também sugerir lembretes individuais, como os apresentados anteriormente no texto Gerando memória.

 

OBSERVAÇÃO: Para facilitar, e como sugestão, elaboramos 39 cartazes com 9 temas diferentes para a Campanha Quinzenal, que estão disponíveis em:

www.mediunsespiritas.org/cartazes.htm

A seguir, apresentamos os textos desses cartazes.

 

 

CARTAZES EXTRAS PARA EXPOSIÇÃO CONTÍNUA

 

Irradiações luminosas para a Terra.

 

Cartaz 01– 1º MOMENTO Eleve o pensamento ao Senhor da Vida, pedindo para envolvê-lo em Sua luz. Em seguida, passe a irradiar essa LUZ para a humanidade, iluminando as mentes e os corações de todos. O 2º MOMENTO é para irradiações de AMOR. O 3º MOMENTO é para irradiações de PAZ.

Repita, sempre que lembrar

Cartaz 02 – Este é um momento muito grave na história da humanidade e você está sendo convidado a colaborar... A gerar luz, de forma intensa e constante para a Terra. Sempre que lembrar, eleve seu pensamento a Deus. Conecte-se às forças cósmicas da LUZ, e comece a irradiar LUZ para a Terra. Depois faz o mesmo com relação ao AMOR e em seguida, à PAZ.

Cartaz 03 – Você está sendo convidado a gerar vibrações luminosas para a humanidade, sempre que lembrar. Repasse essa sugestão a outras pessoas, sempre que tiver oportunidade. Pense em tudo que você já recebeu, desde o seu nascimento até agora.

Quem agora está precisando receber é a Terra.

 

Cartaz – Presença de Deus

 

Respire fundo e relaxe. Volte a atenção para uma luz que brilha na essência mais íntima do seu espírito... É a presença de Deus em você.

Procure sentir a profunda harmonia, o amor e o poder que emanam dessa presença. Tudo em você se transforma em amor, harmonia e paz.

Reative sempre essa conexão.

Perceber a presença de Deus em nós favorece nossa evolução espiritual. 

 

CARTAZES PARA AS QUINZENAS

 

Quinzena da ORAÇÃO

 

Cartaz 01 – Quem nutre rancor, orgulho, egoísmo, desamor... gera preces em “ondas longas”. Não se elevam.

Humildade, amorosidade, perdão, fé... geram preces em “ondas curtas”... Alcançam faixas mais elevadas.

Vivencie esses e demais valores, para que suas preces possam chegar ao destino.

Cartaz 02 – QUANDO elevas teu espírito a Deus? Quando a situação aperta? De vez em quando? Constantemente?

COMO oras? Para pedir por outros? Para pedir por si e pelos seus? Para agradecer e louvar? Só para fazer contato com o Alto?

Cartaz 03 – Mantenha acesa a chama da esperança e da fé. Eleve o pensamento a Deus, sempre que lembrar.

MAS...

Antes de se dirigir a Ele, em oração, perdoe a todos que o tenham magoado ou ofendido. Só assim, sua oração poderá ser ouvida e obter resposta.

Cartaz 04 – Ore, pedindo a Deus por si mesmo, por seus familiares, seus afetos...

Mas ore também pela humanidade, enviando a todas as pessoas da Terra uma vibração de paz, de amor e de luz.

Quando estiver desalentado, receoso, de “baixo astral”... Mentalize todo o seu ser cercado por uma luz protetora, cuja fonte está no Criador. Sinta-se protegido e forte.

 

Quinzena da AMOROSIDADE

 

Cartaz 01 – Sinta amor por si mesmo, por seu corpo, sua alma, seu espírito.

Sinta amor pela roupa que veste, seja de grife ou de camelô.

Ame tudo que há no seu entorno. Ame seus familiares. Ame a humanidade, tão carente de amor.

Cartaz 02 – Respire fundo... Relaxe. Conecte-se às Forças Cósmicas do AMOR.

Durante um minuto, peça que envolvam a Terra, vibrando amorosidade na intimidade de todos os espíritos, encarnados e desencarnados.

Sempre que dispuser de alguns segundos, repita esse procedimento. É bom para a Terra... É excelente para você.

Cartaz 03 – Pesquisas científicas têm demonstrado a eficiência do amor e do perdão na geração de saúde e bem estar.

Induza seu coração a irradiar afetividade sempre, principalmente para as pessoas desagradáveis e antipáticas. São as que mais necessitam dessa doação.

Cartaz 04 – Se observar que alguém está triste envolva-o em vibrações de conforto e de alegria; se alguém se mostrar nervoso, irritado, envolva numa vibração de calma, de paz. Se alguém lhe parece ser do mal, envie-lhe uma vibração de luz e de amor.

Faça isso e estará desenvolvendo o maior de todos os valores, o AMOR.

 

Quinzena da ALTERIDADE

 

Cartaz 01 – ALTERIDADE é o valor que promove a PAZ. É o respeito que devemos ter pelos outros, por suas crenças, sua maneira de ser, de pensar... E por seus direitos.

A pessoa alteritária aceita a todos como são, respeitando as diferenças e também aprendendo com os que são diferentes. Ninguém é dono da VERDADE.

Cartaz 02 Ao criticar alguém, geramos energia de baixo teor, que adere ao nosso corpo espiritual, predispondo-o a enfermar.. Depois, essa energia alcança a quem criticamos, fortalecendo mais ainda seu lado negativo.

A crítica não construtiva gera responsabilidade cármica para quem a pratica.

Cartaz 03Para um bom convívio é imprescindível haver alteridade, porque ela favorece a pacificação, o bom entendimento (não fingido) entre grupos e pessoas, um relacionamento maduro, fraterno e respeitoso.

Ser alteritário é construir a fraternidade apesar das divergências.

A pessoa alteritária não se acha a dona da verdade.

 

Quinzena do PERDÃO

 

Cartaz 01 – O perdão e o amor geram um campo magnético que fortalece o sistema imunológico, eleva o teor vibratório e nos coloca fora da sintonia e do alcance de vibrações maléficas.

Perdoe sempre, de todo o coração. É bom para a saúde. É fundamental para sua evolução espiritual.

Aquele que não perdoa destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deverá passar.

Cartaz 02 – “Perdoa setenta vezes sete.”

Quem perdoa já cresceu no amor. Quem humilde e sinceramente pede perdão, caminha para o mesmo crescimento.

Esquecer o agravo sofrido é difícil porque se trata da memória, mas é importante conseguir diluir a mágoa, a raiva ou o ressentimento, aliviando-se desse fardo tão prejudicial.

Cartaz 03 – Conseguir perdoar é uma bênção tanto para quem recebe como para quem concede. Ao perdoar você se liberta do peso daquilo que o magoou.

Pessoas de difícil convívio nos ajudam a desenvolver paciência, tolerância, perdão, compaixão e compreensão.

Pergunte a si mesmo: e eu, consigo perdoar de coração?

Cartaz 04 – Nenhum ser humano é perfeito. Ora, se somos imperfeitos, temos o direito de errar. Por isso, perdoe também a si mesmo. Não perdoar a si mesmo é carregar um fardo inútil.

Quando alguém se perdoa, aprende também a desculpar, oferecendo a mesma oportunidade ao seu próximo. Errar é humano; perdoar é divino.

 

Quinzena da GRATIDÃO 

 

Cartaz 01 – Ao invés de se lastimar, mude essa atitude de vítima para a de gratidão, agradecendo sempre por tudo que a vida lhe dá.

Só assim vai perceber quantas bênçãos pequenas e grandes você recebe a cada dia.

As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.

Cartaz 02 – Está deprimido, irritado, revoltado?

Sinta amor e gratidão por seu corpo... Por seu espírito. Sinta gratidão e amor pela roupa que veste, pela cadeira onde se senta, pelo chão que pisa e tudo o mais...

Estenda esse sentimento para o seu lar, para seus familiares, para toda a humanidade. Observe como seu estado de espírito melhorou.

Cartaz 03 – Expresse gratidão com palavras e atitudes. Desse modo você passa a perceber as bênçãos recebidas que nem tinha notado. Vai sentir como foi protegido, amparado e ajudado tantas e tantas vezes.

A gratidão eleva a freqüência vibratória. É antídoto para a depressão e para o orgulho. Ao nos sentirmos gratos por tudo, deixamos de nos sentir com direito a tudo.

Cartaz 04 – Devemos agradecer as coisas boas e também as ruins, pois tudo acontece para melhor e tudo segue um plano divino.

As dificuldades devem ser vistas como lições que estamos precisando aprender.

Veja apenas as coisas boas nos outros, para que a bondade e a gratidão cresçam em seu interior.

A gratidão é uma virtude das almas nobres.

 

Quinzena da HUMILDADE

 

Cartaz 01 – Ser humilde NÃO é usar roupas pobres, andar de chinelas ou viver sem conforto.

Humildade não é ser pobre, é ser digno.

Quem é humilde não se compraz com a admiração alheia, nem atribui a si qualquer superioridade.

Seja como o sol que, apesar de toda sua grandeza, se põe e deixa a lua brilhar.

Cartaz 02 – Disse Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e tereis paz para as vossas almas”. E quando o acusaram, Ele silenciou... Não se ocupou em dizer a última palavra.

E eu? Consigo me calar?

Espíritos evoluídos são modestos e humildes. Arrogância e soberba refletem atraso espiritual.

Cartaz 03 – Se você acredita que já consegue ser humilde, observe suas reações mais íntimas às situações indesejadas, às críticas que sofrer, aos mais diversos conflitos; sua postura real diante de quaisquer ocorrências ou fatos.

Poderá perceber, na maioria dos casos, que a sua reforma interior ainda não alcançou as camadas mais profundas do seu ser.

Cartaz 04 – O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade.

A humildade é uma coisa estranha. No momento em que achamos que a temos já a perdemos.

Mas cuidado com a falsa humildade. Não queira mostrar uma santidade que ainda não alcançou.

 

Quinzena do EU

 

Cartaz 01 – Fazer caridade, participar de atividades benfeitoras, fazer palestras é

MERECIMENTO.

Evolução espiritual começa de dentro para fora, alicerçada em estados de espírito. Observe sempre o seu “clima interior” e procure mantê-lo:

AFETUOSO, ALTERITÁRIO, HUMILDE e CONTENTE.

Faz do equilíbrio o seu eixo.

Cartaz 02 – Observe seu estado de espírito, se está pesado, carrancudo, irritadiço, preocupado... MUDE ISSO.

Você deve ocupar-se em resolver seus problemas, não a carregá-los nas costas.

Os problemas e dificuldades são lições que estamos precisando aprender. São eles os nossos professores de vida

Cartaz 03 – Ao acordar pela manhã, antes que sua mente se envolva com as tricas do cotidiano, cuide de imprimir em todo o seu ser um estado de espírito leve, prazeroso, afetuoso, em paz e de bem com a vida.

Procure manter essa ambiência interior pelo restante do seu dia. E à noite, antes de dormir, não se esqueça da prece.

Cartaz 04 – Que posso fazer para eliminar qualquer ressentimento ou mágoa que esteja sentindo?

Estou sendo uma presença benéfica nos meus ambientes?

Como tornar-me mais humilde?

Já consigo perdoar de forma incondicional?

Que posso fazer para melhorar o convívio no meu lar ou no meu ambiente de trabalho?

 

Quinzena do CONVÍVIO

Cartaz 01 – Está difícil agüentar “aquela” pessoa? Lembre-se das palavras de Jesus: “Ama teu próximo como a ti mesmo. Pense então “naquela” pessoa e diga mentalmente, de todo o coração: Que você, fulano (a) esteja bem, com saúde, prosperidade e paz. Que Deus o (a) abençoe e o (a) faça feliz”.

Cartaz 02 – Não gaste suas energias em lamentações. Mesmo que sua cruz seja pesada, não assuma postura de vítima da vida, nem fique à beira da estrada a se lamentar, para os passantes terem pena de você. Observe que entre eles muitos carregam cruzes mais pesadas que a sua, usando todas as energias para prosseguir.

Cartaz 03 – Não fique procurando coisas negativas nas pessoas. Procure-as em si mesmo.

Disse Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados; porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.  

E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?”

Ao invés de procurar defeitos nos outros, corrija os seus.  

Cartaz 04 – Imagine que se encontra na presença de Jesus e sinta o Seu amor. Mentalize esse amor irradiando-se de você e envolvendo todos os seus companheiros de atividades espíritas, o centro que frequenta e todo o movimento espírita.

 

Quinzena da PAZ

 

Cartaz 01 – Quando sentir-se irritado, com raiva, respire fundo e relaxe. Repita algumas vezes a palavra PAZ, sentindo a maravilhosa vibração que ela emite.

Deixe essa paz tomar conta de todo o seu íntimo.

Observe o quanto essa escolha lhe foi benéfica.

Cartaz 02 – “Eu vos dou a minha paz, a minha paz vos deixo. Não vo-la dou como o mundo a dá.”

A paz do mundo depende das coisas terrenas. A paz do Mestre de nada depende; é construção interna que demanda tempo, esforço e determinação.

Não procure a paz à sua volta. Ela está dentro de quem a cultiva.

Cartaz 03 – Respire fundo. Relaxe. Não pense, apenas sinta um estado de calma, de profunda paz.

Amplie esse ambiente de paz e envolva nele o seu lar.

Conecte-se às Forças Cósmicas da PAZ e, durante um minuto, peça que envolvam a Terra, vibrando paz na intimidade de todas as pessoas.

Cartaz 04 – Uma das coisas importantes da não violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la.

A não violência é uma boa disposição para tudo que vive. É o amor na sua perfeição.

A humanidade não pode libertar-se da violência senão por meio da não-violência.

Comece e termine o dia com uma oração pela PAZ. Que a paz comece por você.

 

OBS.: Muitas vezes um cartaz é bem elaborado, bonito, chama a atenção, mas deve-se ter cuidado, porque o que deve chamar mesmo a atenção é o seu conteúdo. O importante é o CONTEÚDO.

 

Agradecendo ao Senhor da Vida e aos benfeitores espirituais, recomendamos: lembre-se sempre da presença de Deus na intimidade do seu espírito e procure sentir a magnificência do que isto representa.

 

Fortaleza, 23 de agosto de 2012.

Saara Nousiainen

 

 

 

 

Se quiser conhecer o

Programa dos 6 PASSOS

para a conquista do Bem Viver, que inclui também

 exercícios de relaxamento com visualizações benéficas, terapêuticas;

música relaxante, preces e mensagens para viver melhor,

visite o site:

 www.bemviver.org

 

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