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O PCC e o mundo de regeneração
vay@zaraplast.com.br
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Perante a barbárie desencadeada pelos “soldados” do P.C.C., organização
criminosa originária de São Paulo, comparável com a do C.V. do Rio de
Janeiro, a opinião pública, escandalizada, clama por justiça (leia-se
vingança).
Como Espiritas, precisamos examinar o fato à luz da Doutrina e lembrar que
não existe efeito sem causa.
Posto que tanta violência é efeito de algo anterior, quais seriam, então as
causas de tamanha barbárie?
Inumeras pessoas, tanto anônimas, como jornalistas ou políticos ou membros
de ONGs, clamam contra a injustiça social como causa destes comportamentos
cruéis. Discordo. Acredito que esta situação serve apenas de estopim para
deflagrar uma bomba já previamente armada.
É evidente que um ser humano com suas necessidades satisfeitas, seu amanhã
assegurado, sem fome, nem frio, nem medo do futuro, não tem incentivo a
deixar seu lar onde reina a paz e a tranqüilidade, para lançar-se em uma
missão quase suicida, no anseio de fuzilar sumariamente pessoas que lhe são
absolutamente desconhecidas e que nada de mal lhe fizeram particularmente.
A pobreza, o desemprego, a falta de educação, escolaridade e cultura
(cuidado, não se trata de sinônimos e sim de características bem
diferentes), a falta de perspectivas, a falta de religiosidade verdadeira
são o meio através do qual a violência se transmite e propaga.
<Mas -- pergunto aos Amigos leitores -- tem milhões de pobres honestos que
nunca agiriam e jamais agiram desta forma>!
Além disso, os bárbaros assassinos são a minoria das minorias. Não
representam nem 0,00001% da massa dos menos favorecidos.
Aí está a bomba previamente armada à qual me referia acima e a verdadeira
causa de tanta violência.
As premissas para atitudes barbaras como as dos “soldados” do PCC são bem
mais profundas e encontram na crise social e cultural apenas um canal para
escoar livremente.
Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, nas perguntas entre 746 e 756, define
com clareza estes seres agressivos e violentos, inseridos em um coletividade
mais evoluída e pacifica. Na pergunta 755, especificamente, encontramos:
“....Se o queres, (são) selvagens que não tem da civilização senão o verniz,
lobos perdidos no meio das ovelhas. Espíritos de uma ordem inferior e muito
atrasados, podem se encarnar entre os homens avançados, na esperança deles
mesmos se avançarem. Mas, se a prova é muito penosa, a natureza primitiva os
domina”.
Vejam que interessante esta colocação dos Espíritos “...mas, se a prova é
muito penosa,...”.
Esta colocação nos dá a clara visão que as injustiças sociais, a pobreza e
outras mazelas, são “a prova penosa” e não a causa dos comportamentos cruéis
destes homens.
Assim, não devemos procurar na sociedade as causas destes trágicos
acontecimento, e sim na evolução espiritual individual, que deve ser sempre
o foco do Espiritismo. Buscar apoiar e ajudar cada cidadão do mundo na sua
“reforma intima”, rumo a sua integração plena em uma civilização melhor.
Assim o mundo de regeneração, onde não mais o mal triunfará sobre a Terra,
chegará a nos através da mudança de cada indivíduo, instrumentado para
enfrentar as diferentes adversidades da vida, sem necessariamente precisar
descambar para a brutalidade e a barbárie.