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Há muito que cada
qual pode fazer, é só querer, e a forma mais simples está no exemplo que possa
dar, em explicações e exortações para a vivência da ética e da fraternidade,
sempre que for possível e conveniente. Está também e, principalmente, em sua
vida interior, nos valores da alma a se manifestarem em estados de espírito e
nas atitudes, desenvolvendo energias positivas, luminosas. Essa é uma grandiosa
colaboração para melhorar os ambientes psíquicos da Terra, com reflexos no
comportamento das pessoas.
Ainda sobre a
importância do crescimento interior, convém lembrar que, se as condições
externas são importantes para o nosso bem-estar, as internas o são muito mais.
Isto acontece porque as externas modificam-se, são transitórias. Num momento
podemos estar muito bem, com saúde, família, profissão e recursos materiais,
tudo em harmonia com os nossos desejos. Mas não há qualquer garantia de que isso
não possa mudar de um instante para outro. Num segundo milhões de pessoas vêem
suas vidas e felicidade destroçadas, caindo do topo do bem-estar, no abismo dos
sofrimentos.
Já as condições
internas mais maduras, mais bem desenvolvidas, são a nossa âncora segura nos
momentos difíceis e a garantia de bem-estar nas horas leves; são geradoras de
saúde e equilíbrio físico, além de balizas que sinalizam e definem nossas
programações de vida para os futuros anos e próximas encarnações.
Você concorda, então, que é realmente importante cuidar do interior com todo
empenho?
Disse um espírito
sábio: “As nossas ações são escritas que fazemos no tempo que passa, e essa
mesma escrita um dia volta pelos mecanismos do próprio tempo, nos confortando ou
nos cobrando o reparo do mal que fizemos”.
Como seriam esses mecanismos?
Desde a Antigüidade,
sábios e iniciados já os explicavam. Inúmeras escolas filosóficas e religiosas
as conhecem, tais como a Ordem Rosacruz, a Teosofia e outras. Nos meados do
século XIX, os espíritos que responderam perguntas de Allan Kardec sobre os mais
variados e importantes temas explicaram com incrível lógica esses mecanismos e,
nas últimas décadas, inúmeros espíritos, por médiuns de grande credibilidade,
vêm dando mais e mais detalhes.
Dessas explicações,
podemos extrair o seguinte:
Os mecanismos em
referência representam os caminhos e meios pelos quais é aplicada a lei cósmica
de causa e efeito e sua aplicação é supervisionada por seres espirituais de alta
hierarquia. Todos os nossos atos, emoções e palavras que contrariam as leis
divinas geram um energismo pesado, por destoarem da harmonia cósmica. Essa
energia de teor negativo vai se acumulando em nosso inconsciente.
Ocorre que, nas
profundezas do nosso espírito, também fulguram as leis de Deus e, do conflito
entre o que determinam essas leis e a realidade da nossa vivência, nasce o
remorso, que nem sempre chega à zona consciente, ou seja, nosso inconsciente
pode estar em chamas sem que disso tenhamos consciência. Mas esse remorso gera
reflexos em nosso psiquismo, afetando o sistema energético e, por essa via, o
organismo físico. É assim uma espécie de drenagem dessas toxinas psíquicas para
o corpo.
Entretanto, os
efeitos mais pesados geralmente se manifestam após a morte, no mundo espiritual,
e nas futuras encarnações, produzindo anomalias as mais diversas no feto, quando
não, zonas de fragilidade no corpo espiritual, que podem desenvolver
enfermidades as mais variadas no corpo carnal, ao longo da vida. Ocorrem também
como desequilíbrios mentais e psicológicos dos mais diversos, até fobias que nos
afligem com maior ou menor intensidade.
Portanto as doenças,
principalmente aquelas como o câncer, a tuberculose, a hanseníase e outras
assemelhadas, são geralmente o resultado da drenagem dessas toxinas psíquicas do
inconsciente e/ou do corpo espiritual para o carnal. A maioria das pessoas, pelo
seu viver em desacordo com as leis maiores, continua gerando mais e mais
energias incompatíveis com sua idade sideral. Assim, em vez de se libertarem,
estão dando continuidade ao seu carma.
Mas não é só isso.
Esse energismo degenerado, vibrando nas profundezas do ser, atrai situações
compatíveis com sua vitalidade e características. Por exemplo: alguém vivencia a
violência, matando, ferindo, agredindo... Em futuras encarnações, mesmo que já
tenha resgatado aquelas faltas, aquele energismo violento que ainda vibra em seu
inconsciente e que ainda não foi transmutado ou completamente eliminado, tem a
propriedade de atrair a violência. Isto explica porque tantas pessoas pacíficas
sofrem agressões e violências aparentemente injustificáveis.
Com esse tipo de
conhecimentos, começamos a compreender o acerto, a sabedoria e a justiça das
leis cósmicas, a entender o quanto é perfeito esse mecanismo que “dá a cada um
segundo as suas obras”, ou seja, a lei de causa e efeito, porque prescinde de
juízes e advogados, já que o julgamento, a condenação e a execução da pena estão
dentro de nós mesmos, monitorados pela grande lei.
Vemos assim que o bem-estar e a felicidade relativa que podemos usufruir só
dependem de nós, das nossas posturas na vida.
Vemos então que o nosso viver em desacordo com as leis cósmicas nos
leva a sofrimentos durante a vida aqui na terra, e no mundo espiritual, após a
morte, podendo refletir-se em nossas futuras encarnações.
Além disso, essas leis cósmicas, que são as leis de Deus, ou leis
naturais, prevêem a evolução de tudo. Tudo evolui, e quando estacionamos em
nossa ascensão evolutiva, ficamos para trás, ou seja, continuamos numa faixa de
sofrimentos desnecessários.
O crescimento interior é caminho para o
equilíbrio e o bem-viver.
Crescer interiormente equivale a:
a)
desenvolver valores como o amor fraterno, o perdão, o altruísmo, a ética, a
alteridade, a
responsabilidade, a paciência, a humildade, a honestidade, etc.;
b)
adquirir equilíbrio mental, psíquico e emocional;
c)
conquistar o bom relacionamento consigo mesmo e com os outros;
d)
desenvolver estados de espírito positivos;
e)
liberar-se de traumas, fobias, medos, ansiedades, frustrações...
f)
desenvolver sabedoria.
Quase todos temos um “espinho”, na forma daquela pessoa que
parece ter nascido para nos aborrecer. Essa presença, ou mesmo, apenas a
lembrança de sua existência, quando nela pensamos, produz em nosso psiquismo uma
ambiência de baixo teor vibratório, cheia de azedume, mágoa ou rancor. E então
ficamos lembrando seus aspectos negativos, analisando e lamentando suas ações e
atitudes, ou pensando qual seria a melhor resposta que lhe daríamos em tal ou
qual situação. Isto gera energia negativa que após deixar em nós seus primeiros
resíduos, segue no fluxo do pensamento atingindo o alvo, no caso, o nosso
desafeto.
Atitudes assim, geram “carma negativo” para nós, porque
esse mau juízo, falso ou verdadeiro, que fazemos a respeito do nosso desafeto
irá afetá-lo, podendo induzi-lo a maus, ou ainda piores, caminhos.
Se, por outro lado, nos habituamos a pensar no desafeto,
enviando-lhe um comando mental de luz, harmonia e amor, estamos ajudando sua
evolução.
Crescer
interiormente também equivale a assumir maiores responsabilidades para com o
próximo e com a coletividade.
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