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Nessas
situações, e quando há merecimento de sua parte, ele pode conseguir uma troca.
Em vez de reencarnar com um programa de vida repleto de dores e aflições, irá
retornar á matéria trazendo um compromisso de trabalho mediúnico. É a permuta de
sofrimentos por uma tarefa de amor. E lembramos, a propósito, que o apóstolo
afirmou: “O amor cobre uma multidão de pecados”.
Assim,
em vez da doença, da penúria, das deficiências físicas ou problemas semelhantes,
esse espírito reencarna trazendo compromisso de trabalho mediúnico, inteiramente
gratuito, visando apenas fazer o bem, ajudar o próximo necessitado.
Também é
verdade que muitos médiuns sofrem... e muito. Sem dúvida sofreriam muito mais,
não fosse a sua tarefa mediúnica.
Mas
há também casos de mediunidade que não representam resgate, mas uma tarefa de
amor que alguém resolveu assumir.
Se o
sofrimento é caminho de evolução, também é instrumento de contenção e de
equilíbrio. A dor, queiramos ou não, nos preserva de muitas quedas espirituais,
e muitas almas valorosas não a dispensam de suas programações reencarnatórias.
Sempre
que alguém vai voltar à terra comprometido com tarefa mediúnica, os mentores
elaboram um planejamento para suas futuras atividades. Eles também o preparam
devidamente, para poder servir, quando na Terra, como intermediário entre os
encarnados e os desencarnados.
O futuro
médium então renasce e cresce, recebendo os devidos cuidados da parte dos
espíritos responsáveis pela sua tarefa.
Então,
ao aproximar-se a época em que deve iniciar a sua atividade mediúnica, começam a
lhe ocorrer coisas estranhas: perturbações as mais variadas, doenças que os
médicos não conseguem diagnosticar, acidentes anormais, sensações perturbadoras
como arrepios e formigamentos, sonhos esquisitos, pesadelos, dores de cabeça,
visão ou audição de espíritos, e outras semelhantes.
Nessas
ocasiões sempre aparece alguém para dizer que isto pode significar mediunidade.
Pois
bem, quando o médium, obedecendo ao compromisso assumido, inicia o
desenvolvimento de suas faculdades, também passa a merecer assistência dos bons
espíritos, que irão orientá-lo e ajudá-lo de acordo com permissão superior. Mas,
para que possa receber essa ajuda é necessário que se torne merecedor, sendo
dedicado, responsável, e procurando melhorar sempre as próprias atitudes,
tornado-as mais compatíveis com a nobreza de uma tarefa no bem.
O médium
deve também trabalhar, sem cessar, pela própria evolução ou crescimento
interior; dedicar-se a leituras de elevado teor espiritual, como por exemplo “O
Evangelho Segundo o Espiritismo”. A conduta reta e o amor fraterno
representam a sua segurança e equilíbrio como medianeiro entre a dimensão
material e a espiritual. Isto é fundamental para fortalecer o seu campo
energético e situá-lo fora da faixa de sintonia com entidades inferiores.
Nos
meios espíritas é onde poderá encontrar maior segurança para suas atividades,
porque é onde melhor se conhece e mais seguramente se trabalha no campo
mediúnico.
Mas a
mediunidade também pode ser uma faca de dois gumes: com Cristo, na caridade mais
pura e sob a direção de pessoas experientes e verdadeiramente fraternas,
apresenta-se como ponte de luz entre a Terra e o Céu. Mas quando se propõe ao
atendimento a interesses rasteiros, ao ganho de bens, de posições, de influência
ou status, ou pior ainda, a fazer o mal, ela se transforma em canal para
espíritos das sombras com resultados imprevisíveis, mas sempre muito ruins.
E o pior
ocorre no retorno ao mundo espiritual, depois da morte. Ali, o médium faltoso
terá de amargar suas dores, seus remorsos e o resultado de suas ações
irresponsáveis ou antifraternas, sem falar em que terá de recomeçar tudo outra
vez, e em condições mais desfavoráveis.
Na
maioria dos casos, o candidato a médium começa a receber o chamamento para a
tarefa e não atende; muitos por medo, outros por acomodação e outros ainda, por
causa de suas religiões, pois a maioria delas, sem conhecerem bem o assunto,
condenam a mediunidade e a comunicação dos espíritos.
Mas as
suas faculdades certamente começarão a aflorar, mesmo assim, no tempo previsto.
Só que, pela falta de orientação adequada e pelo não cumprimento do compromisso
assumido antes da reencarnação, elas podem transformar-se em canal para as mais
diversas perturbações, podendo desembocar em doenças ou em desequilíbrios os
mais variados, de conseqüências imprevisíveis.
É
preciso, no entanto, ver que não foi a mediunidade a causadora desses problemas,
mas sim, o descaso do próprio médium que deixou de cumprir seus compromissos.
PERGUNTA FREQUENTE
É
possível que todas as pessoas sejam médiuns?
De certa
forma todas as pessoas são médiuns, porque todas são passíveis de serem
influenciadas pelos espíritos, mas quando falamos em médium a referência é feita
aos que tem essas faculdades mais desenvolvidas, capazes de transmitir o
pensamento dos espíritos, ou servir como veículo para suas manifestações na
matéria.
Há
médiuns, desde aqueles que possuem faculdades apenas latentes, até aqueles
outros nos quais elas se apresentam com toda a sua potencialidade.
Os
primeiros, regra geral, não têm maiores compromissos nesse terreno, enquanto uma
mediunidade estuante certamente está informando que há tarefas de maior ou menor
abrangência em sua pauta reencarnatória.
Também
há casos em que a tarefa é ampliada no decorrer dos anos, a depender do
desempenho do médium, enquanto em outros ela não chega a ser cumprida em sua
totalidade. E há também aqueles, infelizmente muitos, que a abandonam a meio do
caminho, sem falar nos que nem chegam a iniciá-la.
Na
maioria dos centros espíritas há cursos para médiuns, com estudos doutrinários e
sobre mediunidade, nos quais os participantes vão aprendendo a se concentrar e a
educar suas faculdades. Isto é muito importante para que a sua tarefa possa
desenvolver-se com equilíbrio e dentro dos princípios de ética ensinados pelo
Espiritismo.
A
mediunidade praticada com amor, dedicação e desprendimento é fator de equilíbrio
e paz para seu portador.
PERGUNTA
FREQÜENTE
Quais
são as principais atividades mediúnicas desenvolvidas num centro espírita?
As
principais atividades mediúnicas nos centros espíritas são a desobsessão e o
atendimento a espíritos sofredores.
Alguns
centros também se dedicam a curas através da mediunidade, nos mais variados
formatos.
Mas as
faculdades mediúnicas também são utilizadas para contatos com espíritos
orientadores, para recepção de mensagens, para escrita de livros, e muitas
outras finalidades voltadas para o bem.
E há
ainda a pintura de quadros, por espíritos de pintores, a composição de músicas,
etc.
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