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Vemos assim que odiar
alguém NOS FAZ MAL em vários sentidos; nutrir mágoas e ressentimentos igualmente
NOS FAZ MAL. Já a emoção gerada pelo perdão produz energias de elevado teor,
benéficas em todos os sentidos, que, além disso, abrem canais para faixas mais
altas da vida espiritual.
Portanto, a mais
sábia atitude é perdoar de forma incondicional, porque isto NOS FAZ BEM.
O perdão também
alivia o coração, abrindo caminho para a alegria, e a ciência informa que o
contentamento é um verdadeiro elixir de vida, saúde e bem-estar, prevenindo a
depressão, fortalecendo o sistema imunológico e gerando inúmeros outros
benefícios.
Então, é do nosso
próprio interesse, perdoar.
Está aí, no
ensinamento do perdão, a sabedoria de um verdadeiro mestre.
PERGUNTA NATURAL
Se é verdade que essa
energia procedente de sentimentos negativos faz mal à saúde, por que então os
malfeitores de toda natureza, aqueles que odeiam, têm inveja, etc., não vivem
doentes, por causa das más energias que desenvolvem?
Dissemos
anteriormente que esse tipo de energia, quando incompatível com nosso grau
evolutivo, produz uma série de problemas.
Isto significa que
aqueles que estão vivenciando fases mais primárias da evolução, estão em seu
próprio elemento, da mesma forma como o porco se sente bem na lama e nas
imundícies. Mas as pessoas com maior idade sideral, cuja consciência já se
encontra mais desperta, encontram-se em patamares espirituais mais elevados e a
própria tessitura de seu corpo espiritual, é mais delicado. Por isso, a energia
incompatível com seu momento evolutivo, lhes causa inúmeros males.
PERGUNTA FREQÜENTE
Por que Jesus
recomendou amar os inimigos, fazer o bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos
perseguem e maltratam?
O amor é a grande lei
universal, não pelo simples fato de ter sido decretado pelo Criador, mas porque
é mecanismo da evolução e do bem-estar.
Quem segue essa lei,
ou seja, quem ama, está desfazendo o circulo vicioso do ódio e da vingança.
Quando uma vibração de ódio ou de desejos malfazejos alcança uma pessoa que é
capaz de amar os inimigos e que ora por eles, essa vibração é neutralizada pela
energia de elevado teor que essa pessoa desenvolve.
Mas há casos em que
pessoas que vivenciam o amor são também, por vezes, alcançadas pelo mal.
O médium e orador
Divaldo Pereira Franco diz que o nosso inconsciente é um verdadeiro porão,
saturado de imagens carregadas de ódios, frustrações, mágoas, angústias de toda
natureza, acumuladas em nossas passadas reencarnações. Esse material funciona,
então, como elemento de ligação com energias afins, abrindo brechas em nossas
defesas espirituais.
Por isso é tão
importante vivenciarmos o amor e o perdão em profundidade, para que essa energia
superior possa alcançar nosso inconsciente, começando a eliminar as energias
pesadas que ali ainda se encontram. Isto é trabalho para muita determinação em
“N” encarnações, mas quanto mais formos implementando o amor em nosso interior,
menos “brechas” teremos em nossas defesas espirituais e mais rapidamente
caminhamos em nossa evolução.
PERGUNTA NATURAL
É possível amar um
inimigo?
Em O Evangelho
Segundo o Espiritismo
(Cap XII) temos uma explicação interessante sobre esta questão:
“Se o amor ao próximo
é o princípio da caridade, amar a seus inimigos é sua aplicação sublime, pois
essa virtude é uma das maiores vitórias sobre o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, engana-se
muitas vezes a respeito do sentido da palavra amar nessas circunstâncias.
Jesus não entendia, por essa palavra, que se deve ter para com o inimigo a
ternura que se tem para com um irmão ou amigo. Ternura pressupõe confiança. Ora,
não se pode ter confiança em quem sabemos querer-nos mal; não se pode ter com
ele efusão de amizade, por sabê-lo capaz de abusar disso. Entre pessoas que
desconfiam umas das outras, não poderia haver os arrebatamentos de simpatia que
existem entre os que estão em comunhão de pensamento. Enfim, não se pode ter o
mesmo prazer encontrando-se com um inimigo do que com um amigo.”
“Amar a seus inimigos
não é, portanto, ter por eles uma afeição que não é natural. Pois o contato com
um inimigo faz o coração bater de uma forma bem diferente do que com um amigo.
Amar os inimigos é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de
vingança. É perdoar-lhes, sem segundas intenções e incondicionalmente, o
mal que nos fazem. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o
bem em lugar de desejar-lhes o mal. É alegrar-se, em vez de se afligir com o bem
que lhes acontece. É estender-lhes mão segura em caso de necessidade. É
abster-se, em palavras e ações, de tudo o que pode prejudicá-los. Enfim,
é devolver-lhes sempre, ao mal, o bem, sem intenção de humilhá-los.
Qualquer um que faça isso cumpre as condições do mandamento: Amai vossos
inimigos.”
O
médium e orador espírita, Divaldo Franco, num seminário sobre o perdão e o
auto-perdão, disse que “perdoar é dar o direito a cada um de ser como é, e
conceder-nos o direito de sermos como estamos”.
E
continuou, dizendo: "Se o meu
próximo é assim, não irei mudá-lo, mas se eu estou assim, tenho o dever de
modificar-me para melhor. Não lhe posso impor que se modifique porque as minhas
palavras serão apenas propostas; diretrizes da pedagogia do bem para ele, que se
não estiver em sintonia, não as vai aceitar.
Mas eu
que estou desejando ser feliz, tenho a psicologia da minha auto-transformação.
Então, eu nunca retribuirei mal com mal. Procurarei sempre retribuir com todo o
bem."
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