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A história da Terra mostra que tudo nela está em permanente evolução. Antigamente ofereciam-se sacrifícios humanos aos deuses. Era a mentalidade da época, mas que foi mudando com o lento progresso da humanidade, cedendo lugar a idéias mais civilizadas. O cristianismo trouxe novas luzes ensinando amor, perdão e mansidão numa época em que violência, ódio e vingança faziam parte da natureza do homem.
Será que hoje, na era da ciência e da tecnologia o pensamento religioso deve permanecer no mesmo formato em que veio à luz, há dois milênios?
Se a teoria da evolução através das reencarnações foi inventada por alguém, como dizem, quem a inventou? Foi Satanás? Foram seres humanos? Se foi Satanás, ou mesmo seres humanos, então eles seriam bem mais sábios e teriam mais elevado senso de justiça e de amor do que Deus. Por quê? Porque as explicações reencarnacionistas mostram a vida, o universo e os seres vivos sendo regidos por mecanismos incrivelmente sábios e justos. Por esse enfoque cada criatura racional é responsável por si mesma, pelo próprio crescimento como ser cósmico, partícipe da vida e dos tesouros que estão à disposição de todos, desde os intelectuais e artísticos, até os culturais e os afetivos, etc.. Também mostra como todos sempre recebem novas e renovadas oportunidades de reajuste ante as leis maiores, podendo resgatar suas faltas e liberar-se dos pesos consciências, de forma legítima e justa. De outro lado, temos as teorias das religiões que se guiam pela Bíblia, tendo-a como a palavra de Deus, interpretada ao pé da letra. Por elas o sistema regente da vida é terrivelmente injusto, cruel e pouco criativo. Concebem um Deus todo envolvido com o cotidiano humano, interesseiro e facilmente enganável, além de parcial, tirano, sádico, cruel e incompetente, por não saber conduzir suas criaturas por caminhos mais justos de crescimento e aperfeiçoamento. (Na página Bíblia, neste site, há mais detalhes sobre o assunto, com indicações de onde podem ser encontrados todos esses enfoques a que nos referimos) Mas quando entendemos Deus como a causa primária de todas as coisas, a soberana inteligência, justiça, sabedoria e amor, como no-lo apresentou Jesus e como o bom senso nos indica, não podemos deixar de crer na reencarnação e na lei de causa e efeito. Não fosse assim, teríamos de concluir que existem seres mais inteligentes, mais competentes e criativos, com mais elevado senso de justiça e de amor do que Deus, seres esses que teriam inventado os mecanismos da reencarnação e a lei de ação e reação para conduzir o caminhar da humanidade. Será possível existir alguém melhor e mais competente do que Deus? Se existe, esse alguém terá de ser, forçosamente, superior a Ele. Isto favorece a teoria de que Jeová não seria Deus, mas sim o Espírito responsável pela evolução do povo israelita. Isto realmente faz sentido. As incongruências e absurdos encontrados no Antigo Testamento autorizam a apresentação de hipóteses, algumas das quais foram levantadas por Jaime Andrade no livro O Espiritismo e as Igrejas Reformadas: a) certamente Moisés, visando infundir respeito naquele povo rude e orgulhoso, atribuía à divindade todos aqueles rompantes de ira, ameaças e ordens cruéis de que o Antigo Testamento está repleto, assim como, também, de tantas outras leis e orientações, como as dos holocaustos, oferendas etc.; b) é bem provável que os seres espirituais responsáveis pela evolução do povo israelita se fizessem representar por Jeová, uma deidade tribal, talvez até mais de uma, como se pode inferir pela leitura de Gen. 3:22: “Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal”; c) o Protetor da nação israelita seria uma entidade mais ou menos identificada com a índole guerreira da raça, pois cada homem e cada povo tem um Guia espiritual compatível com seu próprio grau evolutivo; talvez fosse algum dos seus antepassados, dotado da autoridade necessária para impor-se e dominar. Esta hipótese é confirmada em 2o Samuel 7:6, quando Jeová disse que habitava no tabernáculo, ou “de tenda em tenda” (1o Crôn. 17:5); em Números os capítulos 28 e 29 são dedicados às ofertas contínuas e às das festas solenes, ofertas essas constituídas de sacrifícios de bodes, cordeiros, novilhos, carneiros, além de manjares e bebidas alcoólicas. Em onze dessas orientações, quando se trata dos sacrifícios de animais, há a referência ao aroma agradável ao Senhor, como no cap. 28, vers. 27: “Então oferecereis ao Senhor por holocausto, em aroma agradável, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano”. Também havia bebidas alcoólicas, conforme se lê no cap. 28, vers. 7: “A sua libação será a quarta parte de um him para um cordeiro; no santuário oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor”. No Dicionário Aurélio se lê: “Libação: 1. Ato de libar. 2. Entre os pagãos, ritual religioso que consistia em derramar um líquido de origem orgânica (vinho, leite, óleo etc.) como oferenda a qualquer divindade. 3. Ato de libar ou beber, mais por prazer que por necessidade.” Pense um pouco no absurdo dessa idéia: o Criador e mantenedor do universo e da vida, habitando nas tendas dos judeus e recebendo prazerosamente oferendas de álcool e de sangue... Esse tipo de procedimento pode ser encontrado, hoje, embora em menores proporções, nos terreiros que praticam rituais com bebidas alcoólicas e sacrifício de animais. Esses rituais geralmente são destinados a fazer o mal a alguém, ou a desmanchar um mal que já fora feito num formato semelhante. Então perguntam: como pode um espírito beneficiar-se com esse tipo de coisas? Muitos espíritos menos evoluídos, cujos corpos espirituais são mais adensados, por sua maior proximidade com a matéria física, e em razão de seu atraso espiritual, procuram nutrir-se com energias animalizadas, a fim de poderem dar continuidade às sensações materiais, como se ainda tivessem o corpo carnal. E eles sugam as energias do sangue que é derramado em sua intenção, assim como de outros elementos que lhes são oferecidos, encontrando nisso grande prazer. Ocorre, assim, que essa aura de sacralidade e intocabilidade que foi dada à Bíblia tem sido usada ao longo dos séculos como recurso para alienar consciências, manietando-as aos ditames das religiões e, com isso, causando indescritíveis prejuízos à evolução espiritual dos povos que vêm se guiando por ela.
O amor, a alegria, a brandura, o sentimento fraterno e o contentamento têm o poder de relaxar, eliminar estresse e possibilitar melhor circulação de energias no organismo. Equivale a saúde e bem-estar.
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