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Vamos narrar o resumo de uma
das pesquisas realizadas pela equipe do médico Psiquiatra Dr. Ian Stevenson, à
época em que dirigia o Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de
Medicina da Universidade de Virgínia (EUA). Dr. Stevenson já havia pesquisado e
catalogado mais de 3.000 casos, 20 dos quais publicou num livro com 520 paginas,
com o título 20 Casos Sugestivos de Reencarnação.
Trata-se de William George, um
velho pescador do Alaska. George disse ao filho e à nora que se a reencarnação
fosse verdade, ele voltaria como filho deles, ou seja, seu próprio neto.
Entregou-lhes seu velho relógio de ouro, pedindo que o guardassem para ele.
Disse também que o reconheceriam pelas marcas de nascença que a criança teria, e
mostrou-lhes dois sinais: um no ombro e outro no antebraço, afirmando que seriam
iguais. Meses mais tarde desapareceu no mar, durante uma tempestade.
Algum tempo depois a nora,
Suzan, engravidou e teve seu nono filho, e a criança tinha dois sinais
exatamente iguais e nos mesmos lugares dos sinais do avô. Mas o fato acabou
caindo no esquecimento até que, aos 4 anos, o menino viu, por acaso, aquele
velho relógio de ouro do avô, que a mãe havia guardado junto com suas jóias.
Imediatamente o agarrou, dizendo: olha, é o meu relógio!... e não queria
largá-lo. Só depois de muita lágrima e escândalo conseguiram tirar-lhe o objeto,
que ele continuava afirmando ser seu.
Dr. Stevenson tabulou todas as
evidências reencarnatórias deste caso, observando que o menino, desde cedo,
começara a demonstrar impressionantes semelhanças com o avô, tanto nos gostos,
nas inclinações, nas pequenas manias, quanto nas aptidões. Ele demonstrava
grande conhecimento sobre tudo o que se referia à pesca, informando, inclusive,
quais eram as baías mais piscosas. E apresentava até mesmo um defeito no
caminhar, jogando o pé direito para fora, exatamente como o velho George, que
machucara a coxa quando jovem.
E como se não fossem
suficientes todas as evidências apresentadas, surgiram outras. A primeira vez
que avistou uma irmã de seu avô (o velho George) gritou com muita euforia: olha,
a minha irmã!!! Além disso, ele se referia ao pai e aos tios paternos, como
filhos dele, e se preocupava muito quando dois deles exageravam na bebida.
Outros pesquisadores, como o
Professor Dr. Hamendra Nat Banerjee (Universidade de Jaipur-Índia, com milhares
de casos) e Dr. Hernani Guimarães Andrade (Brasil) também colheram excelentes
resultados em suas pesquisas, relacionadas a lembranças reencarnatórias e marcas
de nascença.
Essas “memórias espontâneas”
geralmente ocorrem em crianças, quando estão começando a falar. Elas fazem
referências, de forma muito natural, a fatos e situações da encarnação anterior,
como se a vida presente fosse apenas a sua continuação. Algumas se mostram
revoltadas pela situação atual, como foi o caso de um garotinho nascido numa das
castas mais pobres na Índia e dizia-se filho de família nobre. Os pesquisadores,
seguindo as indicações que o menino dava, chegaram até a tal família, que
residia a centenas de quilômetros de distância, comprovando tudo que ele
dissera, inclusive nomes de parentes e conhecidos, assim como a época e a forma
como havia morrido.
Em algumas destas lembranças
também existem marcas de nascença que, de alguma forma, estão ligadas a traumas
físicos que as crianças dizem ter causado a sua morte na vida anterior.
Tais recordações e marcas
acontecem quando a nova reencarnação ocorre pouco tempo após a morte.
Em 1997 o Dr. Stevenson
publicou um livro em dois volumes, com 2.500 páginas, Biology and Reincarnation,
com casos documentados de memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença.
Também o físico francês Dr.
Patrick Drouot vem encontrando respostas para a reencarnação à luz da física
moderna.
Em outra vertente dessas
pesquisas vamos encontrar profissionais da saúde, como por exemplo os Drs.
Morris Netherton, Bryan Weiss, Edith Fiori, Denys Kelsey e muitos outros que vão
acumulando evidências reencarnatórias através da regressão de memória no
cotidiano dos seus consultórios.
PERGUNTA FREQÜENTE
Qual é a diferença entre
reencarnação e metempsicose?
Na antiguidade, o ensino sobre
o renascimento possuía dois aspectos distintos: um era o esotérico, transmitido
apenas aos iniciados e aos discípulos mais graduados. Esse ensino correspondia
ao que atualmente se conhece através do Espiritismo e também das recentes
pesquisas científicas. Ele não admite a possibilidade de reencarnações
regressivas, como por exemplo, do homem em animal, e muito menos em vegetal.
O segundo aspecto desses
ensinos era dirigido aos aprendizes e ao povo, admitindo que um espírito humano
podia reencarnar-se em seres inferiores. Essa doutrina ficou conhecida como
metempsicose, e através dela os líderes religiosos podiam conter os excessos dos
indivíduos faltosos, ameaçando-os com o renascimento na condição de animais ou
mesmo vegetais, caso não mudassem de conduta.
Mais tarde, esse elemento ou
instrumento de contenção - o medo de renascer em espécies inferiores - foi
substituído, nas religiões judaico-cristãs, pelo medo do inferno.
PERGUNTA FREQÜENTE
Por que não nos lembramos de
nossas vidas passadas?
A natureza é sábia e sempre há
razões para tudo.
Pense como seria se nos
lembrássemos de todas as ocorrências dolorosas ou terríveis de que fomos
protagonistas; se nos recordássemos de todo o mal que já fizemos e recebemos;
dos ódios e dos amores...
Não acha que nosso psiquismo
poderia implodir com toda essa carga?
Mas com a bênção do
esquecimento, todo o material ligado a uma encarnação fica arquivado no
inconsciente, permitindo que uma nova existência seja uma oportunidade
inteiramente nova; um recomeço onde o espírito não sofre as pressões das
lembranças das vidas anteriores, a fim de que possa reconstruir-se mais
livremente. Todas suas aptidões, no entanto, seus valores morais e outras
conquistas individuais, permanecem latentes, dando continuidade a si mesmo e,
conforme a necessidade, ele pode ter acesso a algumas lembranças, durante o
sono, que favorecerão sua conduta, ajudando-o a aceitar suas provações.
Se nos lembrássemos de nossas
vidas passadas, como poderíamos receber por filho alguém a quem prejudicamos ou
que nos fez sofrer? Com o esquecimento, porém, os ódios se acabam nos braços de
pai e mãe.
Além disso, viver cansa. Uma
encarnação tem o poder de gastar nossas energias, a nossa capacidade de viver,
de vibrar e querer. Uma pessoa com 80 ou 100 anos, mesmo que tivesse energia
física, não encontraria na existência o mesmo prazer, a mesma vibração de busca,
de conquista que tinha quando mais jovem, isto porque ela já buscou, já
conquistou, já vivenciou e já se encontra na fase cansada e às vezes até mesmo
desiludida. É como o final de uma festa, que esgotou todas as reservas de
energias.
Seria terrível se uma pessoa
vivesse 200, 300 ou 400 anos. Não haveria psiquismo (neste mundo moderno) capaz
de suportar tamanha carga.
Também a morte não transforma
a criatura. Quem é mau aqui no nosso espaço físico, continua a ser mau depois da
morte; quem é avarento, orgulhoso ou imoral continua do mesmo jeito no mundo
espiritual. Ninguém vira santo porque morreu.
Os espíritos muitas vezes
reencarnam nos ambientes e/ou famílias onde viveram. É a oportunidade que a Lei
Maior lhes dá para refazerem seus caminhos, corrigirem faltas e consertarem o
mal que praticaram no passado.
Podem também voltar à Terra em
ambientes estranhos. Quem foi mau filho poderá renascer como criança abandonada,
para aprender a dar valor à família; quem foi orgulhoso poderá vir em condições
de pobreza ou de subalternidade, para aprender a ser mais humilde; quem foi
preguiçoso talvez volte à Terra sem saúde, desejando trabalhar, mas sem
condições físicas para tanto; quem usou mal a língua, “levantando falso”,
estimulando a imoralidade, a violência, a maldade ou a descrença em Deus e na
vida, poderá renascer com problemas de fala ou mesmo completamente mudo, por
causa do tipo de energia que gerou e acumulou nos órgãos da fala. O mesmo,
quanto aos desvios do sexo; igualmente, aos mais variados vícios que interferem
nas condições do corpo espiritual, refletindo-se nas futuras encarnações. Também
o suicídio afeta profundamente esse corpo sutil que poderá gerar as mais
diversas anomalias no futuro organismo, ao reencarnar.
As reencarnações de espíritos
de pouca evolução ocorrem de forma quase automática, dentro dos mecanismos que
as regem. Já as de espíritos mais evoluídos, ou dos que trazem missões ou
tarefas importantes para o contexto geral, são planejadas com o devido cuidado,
desde a elaboração de mapas com todos os detalhes biológicos para a formação do
novo corpo, até aos cuidados com seu novo “habitat”, tais como, o país, a
família e o ambiente onde deverá renascer, as condições de vida que terá, assim
como o necessário para o melhor cumprimento da tarefa.
A reencarnação é a única
explicação plausível para as inúmeras diferenças existentes entre as pessoas,
desde que se acredite na existência de um Deus justo, responsável pelas leis que
regem a vida. Ela reflete a sabedoria e equilíbrio dos mecanismos da evolução.
Os sofrimentos, as dificuldades e as lutas da vida são os grandes professores
que nos ensinam a viver e a conviver.
Na verdade, todos nós aqui na
Terra sofremos por onde erramos. Não como castigo de Deus, mas como recurso
necessário ao nosso reajuste e evolução espiritual.
PERGUNTA FREQUENTE
Se a grande lei universal é a
do amor, como pode alguém chegar a perdoar e amar um inimigo?
As leis divinas, ou leis
cósmicas, são sábias e perfeitas. Elas conduzem os seres, de forma inexorável,
no rumo da perfeição.
Nos casos de inimizades é a
reencarnação que transforma ódio em amor, porque os pais não estarão vendo no
seu bebê, o que ele foi no passado. Seu amor pelo filho, ou filha que geraram,
anula ou desfaz o energismo negativo que lhes possa “subir” do inconsciente.
O mesmo acontece com a
criança. Mas ocorre por vezes que mais tarde, com seu crescimento, e conforme o
espírito vai se apossando mais e mais do corpo carnal, aqueles velhos ódios vêm
à tona, embora atenuados. Isto depende também do tanto de amor que esteve
presente desde os primeiros momentos de sua nova vida.
Isto explica os casos de
grandes conflitos entre pais e filhos, e até mesmo de ódios totalmente
inexplicáveis, sem a chave da reencarnação.
Mas mesmo os piores ódios do
passado vão encontrando o perdão e a pacificação ao longo dos longos percursos
das vidas sucessivas.
PERGUNTA FREQÜENTE
Por que nasce uma criança com
inclinações para o bem, e outra que desde cedo demonstra possuir uma natureza
má, perversa ou desonesta?
Se acreditamos que Deus é
sábio, todo-poderoso, justo e bom, não dá para entender porque faria uns
nascerem com boa índole, conduta firmada na ética e outros valores, sendo
candidatos naturais ao Céu, e outros com má índole, desonestos, agressivos,
perversos... perfeitos candidatos ao Inferno, conforme a crença cristã.
Impossível entender que um
Deus justo e bom, pudesse criar seres imperfeitos, com tendências negativas,
inclinações para o mal, para depois atirá-los a sofrimentos eternos; arrancar
dos braços das mães seus filhos pecadores para lançá-los no inferno. Como essas
mães iriam sentir-se no céu, sabendo que aqueles a quem mais amam estão nos mais
tenebrosos sofrimentos, sem direito sequer a uma nova chance... E tudo isto pela
eternidade a fora?
Quem nasce com boa índole
demonstra que já adquiriu esses valores nas vidas passadas. O mesmo ocorre com
relação às mais diversas aptidões, inclinações, inteligência, etc. Também os que
apresentam desvios de caráter, agressividade, pouca inteligência e aptidões
desde pequenos, estão apenas vivenciando suas próprias aquisições no passado
reencarnatório, ou ainda, sua pouca idade sideral.
É inconcebível acreditar que
um Deus justo e bom pudesse criar seres, fazendo uns nascerem em condições
míseras, limitados pela cegueira, surdez, paralisias, deformações as mais
diversas e com outras tantas causas de sofrimentos atrozes, e outros com belos
corpos e saúde perfeita.
Da mesma forma é impossível
ver justiça em se criar seres com pouca inteligência, ou em condições de miséria
e pobreza, e outros inteligentes, com várias aptidões ou em berço de ouro.
Na verdade, sem a chave da
reencarnação, nenhum arranjo teológico será jamais capaz de explicar
satisfatoriamente tantas diferenças no trato do Criador com suas criaturas.
Mas o conhecimento da
reencarnação nos permite entender que somos hoje o resultado do que fizemos em
vidas passadas; que Deus não nos castiga por nossos erros, mas os mecanismos das
suas leis nos levam, através de situações adequadas, ao resgate das nossas
culpas e aos aprendizados de que estamos precisando.
PERGUNTA FREQÜENTE
Deus perdoa nossas culpas?
Para que alguém perdoe é
preciso que sinta-se ofendido.
Não faz sentido acreditarmos
que Deus se ofende com os nossos erros, mesmo porque Ele não nos criou
perfeitos, portanto, errar está em nossa natureza e faz parte do nosso processo
evolutivo.
Ao invés de simplesmente
perdoar nossas faltas, o que não seria educativo, Ele nos oferece sempre novas
oportunidades através das reencarnações, para nos reajustarmos ante a vida.
Deus estabeleceu leis para
regerem a nossa evolução e elas estão impressas nos registros da nossa
consciência. É por isso que o ser humano traz em sua intimidade o conhecimento
do bem e do mal. Sendo assim, nenhum tipo de perdão, nem mesmo o perdão divino,
poderia acalmar uma consciência pesada. Só mesmo o resgate, o reparo do mal que
foi feito, poderá aliviá-la.
Uma consciência culpada, mesmo
que essa culpa esteja arquivada no inconsciente, por fatos ocorridos em vidas
passadas, atua como um núcleo de energismo específico que atrai situações de
resgate.
Deus é sábio, justo, e é todo
amor. Ele sabe exatamente o que fazer com seus filhos rebeldes. Só que a Sua
sabedoria não violenta a nossa pequenez espiritual. Ela nos ampara e nos conduz
pelos caminhos da nossa evolução.
Assim, conhecendo a
reencarnação e a lei de causa e efeito, podemos amar Deus pela grandiosidade da
sua sabedoria, a justiça com que rege a vida, e o amor cuja presença podemos
sentir vibrando, desde a intimidade dos nossos corações, até a vida animal, e
até mesmo a vegetal.

Sabe-se que nos primórdios do
cristianismo essa idéia, talvez de forma não muito clara, era aceita, e chegou a
ser ensinada por alguns “pais da Igreja” como Orígenes, Plotino e Clemente de
Alexandria. Até mesmo Santo Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI), escreveu:
“Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar
para o ventre de minha mãe?”
Mas quando o cristianismo
instituiu-se, assumindo o formato da Igreja Católica, acomodando-se ao paganismo
de Roma, adotando e adaptando algumas das suas práticas, tais como os rituais, a
hierarquia, as imagens, etc., afastando-se do modelo ensinado por Jesus que era
o da simplicidade, da pobreza e do amor acima de tudo, precisou eliminar aquela
idéia. Se não o fizesse, acabaria desestruturando seu edifício e perdendo o
bastão do próprio poder, porque a reencarnação é um conhecimento que liberta. Já
não seria a Igreja a detentora das chaves do Céu. Seu poder se esvairia como
fumaça se os fiéis não mais pudessem ser atemorizados com as ameaças das chamas
do inferno, ou atraídos pelas glórias e delícias do Céu.
Então, todos os cristão, sob
pena de serem tachados de herejes, foram forçados a acreditar no dogma que
afirma ser o espírito criado na concepção.
Tal crença, incutida no
psiquismo dos fiéis ao longo dos séculos (sempre acompanhada do medo de pecar e
sofrer por isso terríveis castigos e conseqüências) criou poderosas algemas do
pensamento, que foram se cristalizando mais e mais a cada nova encarnação
ocorrida num meio cristão. Tanto que, hoje, o simples fato de tentar questionar
algum dogma da Igreja católica ou das evangélicas deixa o fiel apavorado, pelo
medo de estar cometendo terrível pecado e ter de pagar por ele.
Mas Jesus disse: “Conhecereis
a verdade e ela vos libertará.”
A qual verdade estaria o
Mestre se referindo? Certamente a nada que Ele ensinara, porque disse
“conhecereis”, ou seja, no futuro. E nem Ele, nem seus seguidores apresentaram
algum novo conhecimento que poderia representar tal verdade.
Isto está cristalinamente
claro.
Quando disse “A verdade vos libertará”, deixou
claro que seus seguidores se encontravam e continuariam se encontrando
prisioneiros de algum engano, até que o conhecimento da verdade, no futuro,
viesse libertá-los.
Não há qualquer arranjo
teológico que possa mostrar outra verdade libertadora que veio depois de Jesus,
a não ser o conhecimento da reencarnação e da lei de causa e efeito, trazida
pelo espírito que se assinou como A Verdade, apresentando na seqüência todo um
universo de informações que foram magnificamente codificadas por Allan Kardec.
(V. O Livro dos Espíritos)
Convém observar também que as
verdades que o Mestre ensinou não eram de molde a libertar alguém. Uns dirão que
elas libertam do pecado, mas o mundo cristão continua tão “pecador” como sempre.
Portanto, se alguém analisar estas questões em profundidade e sem as amarras do
condicionamento psicológico a que nos referimos anteriormente, acaba ficando
maravilhado com tamanha lógica e tal demonstração da sabedoria e de amor do
nosso Criador, ao criar a lei que determina a evolução dos seres através das
vidas sucessivas.
Essa sim é uma verdade
realmente libertadora. Quem acredita na reencarnação e na lei de causa e efeito
sente-se realmente livre, dono de si mesmo e único responsável pelos próprios
passos, sabendo, no entanto, que tudo que semear, terá de colher.
Outra questão perturbadora é o
fato de cada uma das centenas de religiões cristãs afirmar que é a única, a
verdadeira, a legítima representante de Deus. Então, se sou da religião X e
acredito firmemente que a minha é a verdadeira, como fica a situação das pessoas
das outras religiões que também acreditam, com toda firmeza e sinceridade que as
suas religiões são as verdadeiras? Se a linha demarcadora entre elas é tão
tênue, como pode alguém saber qual é a legítima?
No entanto Jesus não criou
qualquer religião. Ele apenas ensinou uma ética de vida, afirmando em várias
oportunidades que a cada um será dado de acordo com suas obras.
Ele nunca disse que alguém vai
para o inferno porque acredita nisso ou naquilo, mas sempre ensinou a vivência
dos valores da alma.
Quanto à idéia da
reencarnação, é muito antiga. É encontrada em quase todos os sistemas religiosos
do mundo, mesmo entre as tribos selvagens mais afastadas umas das outras; em
todos os continentes da Terra e desde os povos mais antigos. Isto mostra que
essa idéia não foi inventada. É como se ela tivesse surgido junto com o ser
humano, um conhecimento do próprio espírito.
Grandes pensadores como
Pitágoras, Sócrates e Platão, tinham-na como fundamento filosófico.
Mas as idéias da reencarnação
e da lei de causa e efeito (carma) também estão expressas em vários momentos na
própria Bíblia.
No episódio da transfiguração,
depois que Jesus conversou com Moisés e Elias na presença de Pedro, Tiago e
João, estes lhe perguntaram: “Por que dizem os escribas ser necessário que Elias
venha primeiro? Ao que o Mestre respondeu dizendo que Elias já viera, mas não o
reconheceram. Então os discípulos entenderam que Ele falava de João Batista”
(Mateus 17:12 e 13).
Ora, se Elias foi também João
Batista, isto só pode ter se dado mediante a reencarnação, porque diante de
Jesus ele apresentou-se em sua antiga forma, quando fora profeta do Velho
Testamento.
Em Mat.11:14, essa assertiva é
confirmada por Jesus, quando, referindo-se a João Batista, diz: “Se puderdes
compreender, ele mesmo é Elias que devia vir”. Observe-se que o Mestre tinha
dúvidas sobre a capacidade de entendimento dos discípulos, porque disse: “Se
puderdes compreender...”
A idéia da reencarnação também
aparece em outros textos:
Em Mat. 16:13 e 14 se diz: “E
Jesus perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens que eu sou? E
responderam: uns, João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou algum dos
profetas”.
Ora, como poderia ser Jesus
algum desses profetas do Antigo Testamento, a não ser pela reencarnação?
Já com Nicodemus, que era
doutor da lei, o Mestre foi mais explícito:
“O que é nascido da carne, é
carne; o que é nascido do espírito é espírito; não te admires de eu dizer:
“Necessário vos é nascer de novo” (João 3:6).
PERGUNTA FREQÜENTE:
Existem espíritos? E reencarnação?
Há muitos estudos sérios sobre essas
questões.
Sugerimos aos que quiserem conhecer melhor a pesquisa
científica dos fatos relacionados ao espírito - que vêm ocorrendo desde a metade do século
dezenove - a buscarem essas informações na extensíssima bibliografia que há sobre
o assunto, principalmente na mais recente.
Para facilitar, podemos, dentre outras,
citar as seguintes pesquisas:
Cientistas ex-soviéticos, demonstrando com
a fotografia kirliana que possuímos mais dimensões do que supúnhamos;
Equipe do Dr. Ian Stevenson, Diretor do
Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade
de Virgínia (EUA) que na década de 60 já havia investigado mais de 600 casos,
pesquisas essas publicadas no livro VINTE CASOS SUGESTIVOS DE REENCARNAÇÃO.
Em 1997 publicou em dois tomos, contendo 2.500 páginas (ainda não traduzido para
o português) BIOLOGY AND REINCARNATION, tendo como base pesquisas sobre
marcas de nascença. Nesse livro Dr. Stevenson afirma que até o ano 2010 a
ciência concluirá que a reencarnação é lei biológica;
Equipe do Professor H. N. Banerjee na
Universidade de Jaipur, Índia, sobre reencarnação, com mais de 3000 casos
catalogados;
O físico francês Dr. Patrick Drouot, com
suas pesquisas sobre o fenômeno da reencarnação à luz da física moderna;
Dr. William Croockes, sobre
materializações de espíritos.
Dr. Robert Crookal, autoridade mundial em
Experiências Fora-do-Corpo, afirmando a existência dos corpos espiritual e
etérico;
Drs. Carlis Osis e Ingo Swann com notáveis
experimentos em viagens astrais, ou Experiências Fora-do-Corpo;
Equipe do médico Dr. Raymond Moody Jr.,
nos EUA, sobre EQM (Experiências de Quase Morte), nas quais o paciente
desdobra-se para uma outra dimensão, da qual observa o próprio corpo e relata
fatos dos quais não poderia ter tomado conhecimento através dos sentidos
físicos;
Instituto Brasileiro de Pesquisas
Psicobiofísicas de S. Paulo, sobre Modelo Organizador Biológico (corpo
espiritual), reencarnação e poltergeist;
O neurologista, Dr. Núbor Facure, em
pesquisas sobre a neurofisiologia da mediunidade;
Dr Sérgio Felipe de Oliveira, com
pesquisas sobre a comunicação com o mundo espiritual, usando tecnologia de
ponta, na USP.
Dra. Barbara Ann Brennan, cientista
pesquisadora da NASA, Mestrado em Física Atmosférica, com seus estudos e
experiências no campo da energia humana e no conhecimento dos corpos sutis do
ser, relacionados com enfermidades e curas, com diversas publicações como, por
exemplo, MÃOS DE LUZ;
Em vários países da Europa, nos EUA e
também no Brasil, a TCI – Transcomunicação Instrumental, ou seja, comunicação de
espíritos através de aparelhos eletrônicos;
Inúmeros profissionais da saúde, como por
exemplo os Drs. Morris Netherton, Bryan Weis, Edith Fiori, Denys Kelsey, sobre
regressão de memória a vidas passadas;
No Brasil, instituições como o INTVP, a
ABEPTVP, SBTVP assessorando e preparando profissionais da saúde para trabalharem
com regressão terapêutica a vidas passadas;
Universidades, como a de S. Paulo (USP),
incluindo em seu currículo o curso de Medicina e Espiritismo - Integração
Cérebro, Mente, Corpo e Espírito;
E ainda, a contribuição da Associação
Médico-Espírita de S. Paulo em seus mais de 30 anos de existência, com a
realização de Congressos, Seminários e Jornadas voltados para as questões da
saúde sob ótica espírita, como por exemplo:
- Interação Cérebro-Mente - Dr.
Nubor Facure.*
- As Operações Espirituais - Dr. Ary
Lex.
- Universo dos Fenômenos Paranormais e
Mediúnicos - Dr. Valter da Rosa Borges.
- As Bases Neurológicas das Atividades
Espirituais - Dr. Nubor Facure.
- A Física Moderna e o Espiritismo - Dr.
Ney Prieto Peres.
- Evolução do Sistema Nervoso e Funções
Neuropsíquicas - Dra. Irvênia Di Santis Prada.
- Ação do Espírito sobre o Sistema
Imunológico - Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.*
- Kirliangrafia - Dr. Wilson Pikler.
- Tratamento Bio-Psíquico-Espiritual -
Dr. Jaider Rodrigues de Paulo.
- Regressão de Memória para fins
terapêuticos - Dra. Maria Julia Prieto Peres.*
- TCI (comunicações dos espíritos
através de aparelhos eletrônicos) e a Física Moderna - Dr. Ney Prieto Peres.
- Psicografia à Luz da Grafoscopia - Dr.
Carlos Augusto Perandréa* - comprovando através da grafoscopia a escrita de
espíritos, através de médiuns (psicografia).
- Física Moderna e o Novo Paradigma -
Dr. Valdyr Rodrigues.
- A Síndrome da Personalidade Múltipla -
Hermínio C. Miranda.
- Limites entre Processo Obsessivo e
Doenças Mentais - Dr. Jorge Andréa.*
- Corpo Espiritual e sua Natureza - Dra.
Alcione Rebelo Novelino.
- Neurofisiologia – Estados Alterados de
Consciência - Dr. Fernando Luiz de Azevedo Rabelo.*
- Epífise: Glândula da Vida Mental -
Dra. Marlene Rossi Severino Nobre.
- As Funções Verticais do Cérebro - Dr.
Sérgio Felipe de Oliveira.
- Bioenergia e corpo energético, de
interação físico-extrafísico. Fonte do mapeamento da acupuntura - Dr. Samuel de
Souza.*
- Ectoplasma: aspectos teóricos e
práticos - Prof. Dr. Matthieu Tubino.*
APRESENTANDO:
* Dr. Nubor Facure - Médico Neurologista.
Fundador e Diretor do Instituto do Cérebro da UNICAMP – Universidade de
Campinas-SP.
* Dr. Sérgio Felipe de Oliveira - Médico,
Pós-graduado do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de S. Paulo
(USP). Diretor Clínico do Pineal-Mind Institute, de S. Paulo. Diretor de Dep. de
Saúde Mental da AME-SP – Ass. Médico-Espírita de S. Paulo.
* Dr. Jaider Rodrigues de Paulo - Médico,
Pós-graduado em Psiquiatria. Diretor Médico do Hospital Espírita André Luiz.
* Dra. Maria Julia
Prieto Peres - Médica Psiquiatra. Vice-Diretora do INTVP – Inst. Nacional de
Terapia de Vivências Passadas.
* Dra. Marlene R. S. Nobre - Médica
ginecologista. Especialização na área de Psiquiatria da Infância e da Juventude.
Presidente da AME-SP
* Dr. Carlos Augusto Perandréa - Perito
Judicial especializado em grafoscopia.
* Dr. Jorge Andréa dos Santos - Médico
Psiquiatra, autor de vários livros. Dedica-se ao estudo científico da
paranormalidade e psiquiatria.
* Dr. Fernando Luiz de Azevedo
Rabelo- Médico psicoterapeuta do Hospital Miguel Couto- RJ.
|
Há também a coleção de livros intitulada
Aprendendo sobre o Espírito, da autoria de Flávio Távora Pinho.
No
primeiro volume (com o subtítulo ”Ciência”),
o autor apresenta as pesquisas
científicas que têm sido
realizadas até aquela data, com breves históricos
sobre os pesquisadores e seus trabalhos.
Távora, durante os cursos que fez nos EUA
e na Inglaterra,
como Coronel-Aviador da FAB, teve oportunidade de
inteirar-se
de pesquisas realizadas naqueles países,
conhecimentos esses que lhe deram o
suporte necessário
para escrever as citadas obras.
|
 |
(Você pode conhecer mais
profundamente estes assuntos lendo O Livro dos Espíritos, ou O
Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.)
|
Quanto mais civilizado um
povo, mais justas,
coerentes e sábias são as suas leis,
visando possibilitar aos
transgressores sempre
novas oportunidades de se reajustarem
com elas e com a
sociedade.
|
 |
Se os homens, imperfeitos como
são, possuem tais noções de justiça, de sabedoria e também benevolência,
acredita que Deus, o Criador e mantenedor de tudo, faria leis tão injustas e tão
cruéis, como as que se encontram no Antigo Testamento da Bíblia?
Teria sido mesmo Deus quem as
fez?
(V. página
Bíblia, neste site, ou então faça download do livrinho Temor A Deus, na página
downloads)
|
Muita gente morre de
vontade de saber quem foi
em suas vidas
passadas, esperando sempre
encontrar-se como alguém famoso ou
importante.
Mas, o que importa
saber quem fomos?
Importante é saber
honrar o que somos
hoje para que venhamos a
ser melhores no futuro.
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Nebulosa Olho de Gato |
Se a teoria da evolução através da reencarnação
foi
inventada por alguém, como dizem, quem a
inventou?
Foi Satanás? Foram seres humanos?
Se foi Satanás ou mesmo seres humanos, então
eles seriam
bem mais sábios e teriam mais elevado senso de
justiça do que Deus.
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