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MEIA HORA DE SILÊNCIO NO CÉU 

 

No Apocalipse, último livro da Bíblia, há um momento no qual se diz: “E houve meia hora de silêncio no céu”.

 

Qual será o significado dessa informação?

Sabemos que o “tempo” apresentado nas profecias é diferente do nosso. Meia hora pode significar meio milênio, meio século, ou qualquer outro período de tempo.

Será que essa meia hora de silêncio significa um período sem intervenção superior no jornadear do ser humano, como se o céu silenciasse a fim de que as pessoas pudessem definir-se de acordo com seus próprios potenciais evolutivos, evoluindo para a sombra ou para a luz?

Seria talvez um período no qual as nossas tendências estariam sendo testadas e dinamizadas, a fim de que as nossas escolhas reflitam com mais exatidão nossa vida interior?

Seria um tempo de maturação para definir nossas inclinações e nossas decisões de permanecer como estamos, aceitando a influência inferior, ou darmos um passo decisivo em nossa evolução espiritual?

É importante observar que estamos vivendo aquela hora da seleção planetária que Jesus comparou à separação do joio e do trigo.

Quando um trigal está infestado de joio nada se pode fazer enquanto as espigas não estiveram maduras, em razão das plantas serem iguais. Nesses casos, o joio só pode ser arrancado quando a sua maturidade vier a mostrar sua verdadeira identidade.

Da mesma forma, para que possa haver uma seleção em nossa humanidade, a definir quem está em condições de habitar o planeta neste novo ciclo evolutivo e colaborar com sua evolução, é preciso que também ocorra esse distanciamento entre os que optaram por continuar a vidinha de sempre e aqueles que escolheram a porta estreita, dando o grande passo em sua transformação interior.

Se observarmos com atenção podemos perceber que em determinado período, na segunda metade do século passado, começou a ocorrer uma invasão de valores diferentes na Terra, influenciando fortemente os ambientes psíquicos do planeta e, então, como se o céu estivesse silencioso e omisso, tudo começou a mudar.

Falando de forma generalizada, a música que antes irradiava ternura e beleza, passou a tomar características mais agressivas; a melodia deu lugar à vibração das cordas das guitarras e dos instrumentos de percussão, em ritmos que potencializam a natureza animal-primitiva, do ser humano, sem falar na música apelativa, tão ao gosto do grande público.

Seria muito bom procurarmos ouvir mais músicas dessas que harmonizam e elevam o espírito em busca das forças superiores.

Também as artes plásticas lentamente foram mudando, passando a exaltar o grotesco, o desproporcional, o desarmônico.

Hoje, grande parte da humanidade curte desenfreadamente os filmes de terror, os violentos (que chamam de “’ação”), os jogos de vídeo-game e outras curtições que enchem o inconsciente de cenas as mais pesadas, agressivas e trevosas, e então, já se pode sentir o resultado de tudo isso no cotidiano das pessoas, com situações nunca sonhadas, nas quais alguém pega de uma arma e sai matando crianças e demais pessoas inocentes, etc., etc.

Tudo isso, sem falar nas drogas que tomaram conta dos ambientes humanos, provocando inenarráveis tragédias.

Realmente, a impressão é de que o céu está em silêncio, alheio a tantas barbaridades e aberrações que vigoram no planeta, dando ensejo ao ser humano para revelar ou trazer à tona as cargas selvagens, primárias, que ainda trás no inconsciente. A propósito, Apocalipse significa revelação.

Pelo outro lado, como janela aberta para a esperança ou, quem sabe, indicando que a era do silêncio no céu esteja terminando, pode-se perceber despontando em toda parte movimentos visando à evolução espiritual, à proteção ao planeta, ao amparo aos mais fracos, à construção da paz e da igualdade, etc., e isto vem acontecendo apesar da força hipnótica que as trevas continuam exercendo intensamente sobre imensa parcela da população.

Nesse contexto, podemos entender que os médiuns são ainda mais vulneráveis, em razão de maior abertura psíquica para a outra dimensão e também porque os malfeitores do astral estão muito interessados em ter instrumentos de comunicação com os encarnados, que possam ser manipulados por eles.

Pense então, caro leitor, no empenho com que os trevosos vêm cercando de forma especial os médiuns que se sobressaem no terreno da comunicação. Conhecendo profundamente o psiquismo e as fraquezas humanas, assim como as características, até mesmo as mais ocultas, dos medianeiros, especialmente no que tange à vaidade e também ao interesse de ganhos materiais e/ou de “status”, fica até fácil conseguirem dominar a muitos pelas vias da fascinação.

Temos ouvido diversos relatos sobre espíritos-clones que são vistos junto a alguns médiuns, ou seja, espíritos negativos que conseguem assumir a aparência, o tom de voz e a maneira de falar de um mentor, passando aos poucos a substituí-lo. Um clone desses, conhecendo bem a mentalidade do mentor e seus ideais superiores, é capaz de se fazer passar por ele, sem que o médium perceba, mas aos poucos vai introduzindo idéias estranhas e orientações indevidas, de forma muito sutil. É quando podemos observar companheiros de grandes potenciais mediúnicos utilizando seus talentos em proveito próprio, enriquecendo sua vida material com os bens que o tempo destrói, em detrimento da missão que aceitou cumprir na Terra, antes de sua reencarnação.

Em outros casos eles conseguem introduzir sua influencia e suas ideais na mente do médium e então podemos perceber como alguns vão passando muito sutilmente, de forma quase imperceptível, a “mudar o tom do discurso”, e acabam apresentando absurdidades como sendo realidades da dimensão espiritual. Tais mudanças são tão sutis que muitos dos seus ouvintes e/ou leitores nem percebem, e então vão se acostumando e achando normais idéias como reencarnação no mundo espiritual, e outras tantas absolutamente estranhas.

Outros ainda, vão mergulhando de forma irresponsável na apresentação detalhada dos abismos espirituais, das regiões das Trevas e de seus habitantes, descritos com tal vigor que têm o poder de criar ligações sutis entre eles e as mentes de leitores desavisados, ligações essas através das quais os trevosos podem manipulá-los, visando seus interesses tenebrosos.

É oportuno lembrar que o instrutor de André Luiz disse-lhe que havia regiões trevosas abaixo do Umbral e da crosta terrestre que deveriam permanecer ignoradas por causa das imagens excessivamente pesadas, capazes de perturbar o psiquismo de quem delas tomasse conhecimento.

Eu mesma tive uma perigosa experiência nesse sentido. Num desses livros, muito bem escrito, muito interessante, já na sua parte final as cenas se passam no ambiente dos dragões que seriam os chefes máximos do comando oculto do mundo, ou seja, os mais poderosos seres das Trevas. O autor descreve um deles com tantos detalhes, com tanta minúcia, não só com relação à sua aparência e movimentação, mas também quanto ao seu psiquismo, poderosamente hipnótico, que envolve o leitor de tal maneira que o mesmo sente como se estivesse lá, naquele ambiente tenebroso e, como disse, poderosamente hipnótico.

Felizmente percebi a tempo que minha mente vinha se povoando, de forma cada vez mais insistente, com aquelas imagens descritas com tantos detalhes. Notei com bastante clareza que estava se formando uma espécie de conexão ou de envolvimento entre mim e aqueles seres e tive até bastante dificuldade para conseguir desligar minha mente deles, mas consegui.

Após esse episódio, conversei com muitas pessoas que haviam lido aquele livro e, mesmo com certa relutância, a maioria delas acabou confessando que havia passado pelo mesmo problema que eu.

Entendo ser importante, visando nossa própria defesa, podermos tomar conhecimento do que ocorre nas regiões inferiores e do potencial dos seus habitantes no que diz respeito aos seus conhecimentos científicos, tecnológicos e das suas práticas nefastas. Mas precisamos ter em mente que eles são inteligentíssimos e possuem mentes poderosas, têm conhecimentos científicos muito avançados e se utilizam de tecnologia de ponta para conseguir o que querem, ou seja, dominar a Terra. Pode-se dizer também, sem medo de errar, que eles vêm conseguindo grandes avanços em suas intenções, embora saibamos que no leme do barco terrestre estão as mãos luminosas de Jesus, e nesse Guia podemos confiar.

Mas não basta confiar em Jesus. Cada um é responsável por si mesmo e é preciso que faça a sua parte, não apenas no que diz respeito à sua tarefa, mas também para que a mesma jamais seja desvirtuada, ou o que é pior, passe a ser “pedra de tropeço”.

O médium jamais deve pensar que é infalível, e precisa estar sempre muito atento, analisando com muito critério o que lhe chega através da mediunidade. Além disso, é importante ouvir companheiros da equipe mediúnica e fazer sondagens para certificar-se de que seu mentor não está sendo clonado. Para essas sondagens é preciso que seja absolutamente sincero consigo mesmo; que se liberte de quaisquer pruridos de vaidade e consiga elevar de forma considerável sua frequência vibratória a fim de poder sintonizar com esferas mais elevadas para pedir orientação e ajuda.

E quanto a assistir a filmes de ação ou de terror, jogar vídeo-games violentos, etc.? É importante observar que as imagens que vemos e toda a carga emocional que elas provocam alojam-se em nosso inconsciente. Essas imagens e cargas emocionais, quanto mais fortes, por maior tempo permanecem em nosso interior, gerando influências e predisposições que nem sempre percebemos. É fácil entender, então, que tais condições também irão interferir no trato com a mediunidade, tornando mais difícil a conexão com faixas espirituais mais elevadas.

Também é fundamental desenvolver humildade e estar sempre aberto às críticas, sejam quais forem, procurando analisá-las com a mente e o coração abertos, a ver se são ou não consistentes.

No capítulo da vaidade, esse é um mal que vai chegando de mansinho e abrindo espaço, sem percebermos. Ele chega principalmente nos elogios que recebemos e que aceitamos, quando esquecemos que somos apenas a parte visível de uma equipe e de um compromisso de trabalho. Também não é bom mergulhar numa postura excessiva de humildade, porque esta, muitas vezes é falsa, mascarando nossa verdade interior. Basta entender que tão somente participamos de um trabalho como outro qualquer, da mesma forma como milhares de companheiros que escolheram atividades menos expostas. Sendo assim, não nos cabe aceitar elogios, porque são indevidos e, muito menos quaisquer vantagens que nos possam ser oferecidas. Temos o direito, sim, de ficar felizes com o sucesso de atividades das quais participamos na condição de médiuns (lembrando que palestrantes e doutrinadores também o são), mas jamais devemos esquecer que somos apenas parte ínfima do trabalho. Sendo assim, qualquer mérito não nos pertence e, ao final, continuamos sendo devedores da compaixão divina, que nos deu essa possibilidade de nos recuperarmos ante a Lei e ganharmos alguns pontos em nossa evolução espiritual.

 

Como singela colaboração, apresentamos no opúsculo "Acompanhando a Transição Planetária", principalmente no capítulo "Blindagem Espiritual", várias sugestões de atitudes, práticas e ações para retomar esse contato, e para nossa defesa espiritual e crescimento interior.

Para acessar, clique AQUI.

 

 

Que o Senhor da Vida nos guarde em sua paz,

Saara Nousiainen

 

 

 

 

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